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sábado, 25 de agosto de 2012

O teatro de rua faz história no bairro Fundinho

HUMBERTTO, Eduardo. O teatro de rua faz história no bairro Fundinho. Jornal Fundinho Cultural. pg 10. Agosto/2012, Ano IX. Uberlândia-MG.

Fotografia: Simone Guaratto

            O sol vibrante e o frio surpresa foram os ingredientes de uma tarde mágica na Praça Clarimundo Carneiro, dentro da programação do Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares – 4ª Edição, o bairro Fundinho foi o palco de um dia histórico para o teatro na cidade e toda a região.
              O Grupo Tá Na Rua (RJ), um dos mais importantes e tradicionais do país no que diz respeito ao teatro de rua e referência também no exterior, presenteou a comunidade uberlandense com a apresentação do espetáculo “A Revolta de São Jorge Contra Os Invasores da Lua”, que ocorreu após um Cortejo Teatral no centro da cidade, findando-se na Praça Clarimundo Carneiro. Seus mais de 20 atores contaram a história da chegada do homem à lua e como São Jorge reagiu a esta invasão em seu território, com muita música e guiados pelo diretor/narrador Amir Haddad, grande nome das artes cênicas no Brasil, os atores encenaram a fábula com alegorias, muita expressividade, contato direto com o público e entusiasmo contagiante.

                 O Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares é uma realização da Universidade Federal de Uberlândia, e em sua quarta edição trouxe o tema: O Teatro e a Rua. Foi também um momento de prestar homenagens a personalidades do teatro brasileiro: a atriz Ana Carneiro (Professora do Curso de Teatro/UFU) e ao ator e diretor Amir Haddad, ambos são membros fundadores do Grupo Tá Na Rua há 32 anos.

                  As atividades do festival foram espalhadas pela cidade dando possibilidade de acesso para grande parte da população, e claro, o bairro Fundinho mais uma vez foi protagonista de momentos que só a memória tem a capacidade de recriar e guardar para a posteridade.

Eduardo Humbertto
Graduado em Teatro pela
Universidade Federal de Uberlândia
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Confira a versão impressa do Jornal FUNDINHO CULTURAL, pode ser encontrado em diversos pontos da cidade.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

De Largo da Matriz à Praça Cícero Macedo – o nosso marco zero

Por Eduardo Humbertto


Parte das antigas terras de D. Francisca Alves Rabelo, a Praça Cícero Macedo, está totalmente diferente de seus primórdios, e permeia memórias alegres - não muito distantes - da minha infância, lá aprendi a andar de bicicleta, - idos tempos em que as crianças brincavam fora de casa -, percebia desde cedo se tratar de um local importante para a cidade, mas não entendia o quanto.

Cenário de inúmeras alterações que o tempo, as pessoas e as circunstâncias foram responsáveis, a praça permanece ali como se nenhuma transformação a tivesse abalado. Estar nela é experienciar o quanto a história é dinâmica e surpreendente.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo - onde meus avós selaram um casamento que durou por toda uma vida -, só existe no quadro da sala de jantar, apreciá-lo é uma viagem no tempo de ruas sem calçamento, transeuntes que povoavam o imaginário da pequena Uberabinha, e mais ainda, é sentir a presença de um passado remoto, mas que ressurge como um enredo que pulsa e não quer ser apagado.

Até bem pouco tempo os moradores do entorno da praça enfrentavam problemas de ordem pública, se tratava do uso errôneo do espaço por parte de jovens para festas nas madrugadas, com bebidas, muito barulho, o que levava ao desrespeito à lei do silêncio e da ordem. Em virtude disto, um Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado entre os moradores, Prefeitura Municipal, Ministério Público Estadual, Polícia Militar e representante do mercado situado na praça, para restringir as atividades das 5h às 24h com rondas diárias da Polícia Militar, e conseqüentemente cessar o comportamento equivocado dos jovens. A medida se mostra eficaz e está trazendo tranqüilidade aos moradores.

Existe pendente a execução de um projeto de revitalização da praça, evidenciando ali o marco zero da pacata São Pedro de Uberabinha que se tornou a Uberlândia moderna, progressista e ambiciosa. Aguardamos muito por este momento de perpetuação de um espaço tão importante para a nossa memória, e que as futuras gerações possam ler a história da cidade apenas transitando pelas ruas e praças do bairro Fundinho, e não somente pelos livros ou histórias contadas pelos mais vividos.

FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 18. Dezembro 2010 - Ano VII. Uberlândia-MG

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Fundinho de Hoje e Sempre!


Por Eduardo Humbertto
Foto: Jorge H. Paul


O bairro que é objeto de nossa atenção a tantas edições deste jornal, nos é proporcionado redescobrir a sua memória nos detalhes mais saudosos, permeando docemente as nossas lembranças de um tempo que não volta mais, das pessoas, fatos, e causos que perduram através dos tempos. É com respeito e admiração que mais uma vez lançamos nosso olhar para este lugar que faz parte não somente da grande metrópole, mas acima de tudo da nossa história, temos em comum o bairro Fundinho como cenário dessa história que em partes pode ser contada em poucos minutos de passeio pelo lugar.
Hoje vejo o Fundinho como um quadro vivo que vai se modificando, gentilmente se adequando ao progresso, trazendo novas cores, rostos, histórias, idéias, construções, planos, e o entusiasmo que faz pulsar o coração da cidade, atraindo gente de muitas partes a fim de conhecer o aconchego que lhe é característico.
Tenho pouca idade, talvez por isso, busco muitas referências no passado para projetar o Fundinho no futuro, como será? Já parou para pensar? Quais os bens históricos que ainda estarão de pé daqui 50 anos? E as pessoas de agora serão lembradas? O carinho e atenção com o bairro serão os mesmo de hoje? Sou bastante otimista nestas questões, vislumbro um futuro com a total conservação do que temos hoje no que diz respeito à arquitetura e bens públicos, as pessoas que vivem aqui com certeza serão lembradas por terem cooperado na construção do bem estar comum. O carinho poderá ser até maior, devido ao referencial afetivo que o Fundinho se tornará também para as gerações vindouras. O bairro guarda muito mais do que a história da cidade, é guardião da alma de um povo, seu legado, seus costumes e suas conquistas.

FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 13. Outubro 2009 - Ano VI. Uberlândia-MG