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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Condenação
Ouvi seus passos,
corri na direção da porta,
me assustei com a sua imagem,
o longe que parecia se aproximar,
estava ainda mais distante...
Intui a sua mensagem,
mas não me permitiu escrevê-la...
A leitura não era lápis-papel,
e sim, olho no olho,
presença com presença,
e todos os sub-textos possíveis.
Eu e o poema
nos transpassamos numa via de mão dupla,
nas voltas do relógio o reencontro é inevitável.
Se ele soubesse que cá escrevo
e que sua aparição virou poesia,
estou condenado a ser poeta.
Sou o poeta agraciado
com a condenação das palavras não ditas,
dos sentimentos não preenchidos,
das dores abafadas,
e dos amores incuráveis.
A sentença não poderia ser melhor:
Escrever, escrever, escrever...
Tornar a efemeridade visível ao futuro,
e dela fazer o meu melhor instrumento de trabalho.
Por isso, arrisco e escrevo...
as dores se acalmam,
minhas palavras são ditas,
os sentimentos se reconfortam
e os amores se tornam bençãos.
domingo, 6 de outubro de 2013
Corrida de nuvens
Sentei à beira da porta
com uma xícara de café,
no céu passava um filme
de nuvens apressadas...
Queria ir junto,
atravessar os espaços,
vislumbrar paisagens,
abraçar os horizontes
E não ter medo de cair no
.
.
.
.
chão...
Chão pode ser o teto,
o céu,
a lua,
a antena,
o meu pé...
A grande queda foi pior,
esfriou o meu café.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Sentimento russo
Ouço muito bem,
já não tocam mais
os sinos de Saint Petersburg.
Com o vestuário da mudez
usaram o livre arbítrio.
sábado, 24 de agosto de 2013
Deveras
A intuição se envaideceu
da desilusão que
deveras foi anunciada.
Só ela sabe como isso termina
[ponto final]
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Embaixada
A noite toda foi de rock,
na manhã fria e cinzenta,
minha alma encarnada era umas das poucas
que circulavam nas ruas do centro.
Sem sono anterior,
vaguei com invejável atenção,
senti a arquitetura,
respirei possibilidades,
visualizei os sonhos verdadeiros.
Na cabeça tocava Barão Vermelho,
um pingue-pongue entre passado e futuro
travava uma disputa justa...
Por fim, atualizei minhas potências
em frente a Embaixada dos Estados Unidos da América.
O futuro venceu,
o passado reconheceu,
e o presente se compadeceu.
O que aconteceu depois?
Ah, o domingo e o seu silêncio.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Poema do Pranto
Edição: Bruno Gaspari
Publicado em: Poeticamente Falando (Facebook)
Link: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=222425584560980&set=a.197098350427037.51791.194948743975331&type=3&theater
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Vocalidades
Por Eduardo Humbertto
As
palavras pecam
pelo
excesso de sinceridade.
Como
um ‘repeat’ quebrado
as
facetas de uma mesma voz
me
enlouquecem...
As
nuances trazem
a
fragilidade como sub-texto,
e
mais uma vez
acredito
em tudo,
atribuindo
um atestado de
[confiança].
O
tempo, o vento e a vida
não
permitem que as palavras fiquem,
apontam
para o lado
[oposto]
e
esperam a minha reação.
Ah!
Se ao cessar dos olhos
o
silêncio fosse pleno.
Não
foi, não é e nunca será.
O
que é vivo no coração
lateja
por todos os poros em ondas sonoras de esperança.
* Poema finalista no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade 2011 - SESC-DF.
* Vai integrar a Antologia do Prêmio com publicação prevista ainda em 2012.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Alívio
Por Eduardo Humbertto
Hoje me permito
questionar o que se passa,
observo um objeto que
sempre esteve aqui
[e por tempos desprezado].
O empoeirado é um atrativo,
as folhas em branco pedem atenção,
preencho o bloco do poeta e,
venero aquela que chega, a inspiração.
Escrever sempre será
o meu impulso primeiro,
nunca pontual ou autoritário,
de atravessar as fases e...
[saborear os sentidos].
Com a coragem, antes ausente,
busco a firmeza dos rascunhos,
este combinado de lápis e madeira pálida,
que escondem o que senti um dia e
[ficou eterno].
domingo, 9 de outubro de 2011
Prêmio Literário!

Resultado - Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade
Adolfo Boiça Moinhos - Aracnocilia - MG
Carlos Eugênio da Silva Rêgo - Enredo cortado em vários pontos - DF
Cristopher Zandoná Schneider - Beleza Esquecida - RS
Daniel Retamoso Palma - Ventanas - RS
Denivaldo Piaia - Benditos os frutos - SP
Éder Rodrigues - Eternamente Manoel - MG
Eduardo Humberto Ferreira - Vocalidades - MG
Felipe Fernandes Freitas - Pequena Retratação - DF
Francinilto Batista de Almeida - Lições de Vida - CE
Francisco Alves Gomes - O riso e o louco - DF
João Elias Antunes de Oliveira - Herança - DF
Jorge Amâncio - Página 13 - DF
José Carlos Santos Peres - A vida num tango - SP
Juliana Aparecida Moreira - Primeiras Lições - SP
Juliana Diniz Bernardo - Lapidar - SP
Leonardo Motta Tavares - Indigesto Irrecusável - DF
Luis Cunha Pimentel - A musa reclusa - RJ
Manuel Carlos Montenegro - JJ 3071 - BSB-POA - DF
Mara Lúcia Senna Oliveira Vieira - Estrada - SP
Márcio Davie Claudino da Cruz - Para viver uma grande dor - PR
Marcos Airton de Sousa Freitas - Férrea Estação - DF
Maria Margarete de Souza - De seabra à feira - DF
Mariane de Campos Severino - Utopia - SP
Morvan Ulhoa de Faria - O amor é transmitido de pessoa a peçonha - DF
Paulo Franco - A bica - SP
Paulo Gléri Bacedônio - Ventoavante - RS
Paulo Roberto da Silva Nunes - Horas de silêncio - DF
Paulo Sérgio Sena Santos - Criatura - DF
Paulo Sérgio Sena Santos - Sobre o tempo - DF
Reinaldo Ramos da Silva - Mesmo de mim - RJ
Ricardo Carranza - A lenda da Flor - SP
Rogério Luz - Ritual - RJ
Rosana Banharoli - Antagônico - SP
Rui Werneck de Capistrano - Brechó de Novidades - PR
Silvana Michele Ramos - Exploração - PA
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Águas da Alma

[Trecho do Poema]
[...]
Enxarco o rosto com água corrente,
crio a falsa sensação de desabafo,
sei que as lágrimas verdadeiras
estão se acumulando em algum lugar,
quero encontrá-las e dedicar confidências.
A poesia que agora fala por mim,
age por minúncias,
e antes da palavra final
o lápis perde a firmeza,
a vista embaralha,
uma lágrima escapa
e abraça o poema. [...]
domingo, 3 de julho de 2011
Sobre conquistas e difusões [...]

Há tempos que queria fazer um post especial a dois momentos importantes da minha trajetória literária, e agora que já tenho essas conquistas em mãos posso falar com mais propriedade sobre elas.
► A primeira foi com o III Prêmio Literário Canon de Poesia 2010 (Livro Azul), concurso importante e de alcance nacional do qual me inscrevi e tive o meu poema "PROCURA-SE" como um dos 50 selecionados, em um número superior a 3.000 inscrições. Foi feita uma antologia com os ganhadores publicada pela Scortecci Editora (SP).
► A segunda foi a premiação no 1º Concurso de Poesias BELACOP Livros (Livro Vermelho), onde os poemas "Ruir-se" e "Pausa" foram contemplados para integrarem a antologia poética lançada pela editora e vendida para o todo o Brasil.
Após um período de ansiedade recebi os livros em casa, a emoção foi muito grande e importante como incentivo para continuar escrevendo, acho muito pertinente a existência desses concursos, pois eles muitas vezes são tudo o que um autor espera como contrapartida de sua produção literária, só obtemos um respaldo técnico do que é escrito com o retorno que temos dessas oportunidades. Isso tudo independe de prêmio financeiro, o mais importante é ver o que se escreve em circulação. Um autor compenetrado com o seu trabalho pensa nisso em primeiro lugar. Quero agradecer muito a oportunidade para a Canon do Brasil e à BELACOP Editora. Continuem com essas iniciativas que promovem a criação humana e a difusão da beleza por meio das palavras.
Para quem ainda não conhece os poemas premiados, estão inseridos abaixo:
► Procura-se

Nos campos sinuosos da vida,
Estou à procura,
Sem saber do quê.
A pesquisa do que pode ser
É lenta, dolorosa, reflexiva, e até compensadora...
Cada passo neste caminho tão surpreendente,
É uma nova possibilidade que se abre,
Um novo modo de se enxergar,
E se preparar para o que pode vir.
Nesta busca me perco,
E os detalhes me distraem,
Tirando-me a noção do todo,
Do que é divino, profano e acima de tudo essencial.
Esse estágio etéreo, e talvez imutável, pois que seja.
Exaltam os caminhos por onde já passei,
Deixando a mostra tudo o que é plausível,
E daqui em diante?
Não aceito expectativas que não sejam as minhas,
O bem e o mal é apenas um ponto de vista,
Procurar e não encontrar é tolerável.
----------------------------------------------------------
► Ruir-se
Nas ruínas indeléveis
Da minha memória
Avisto outras ruínas paralelas,
tão próximas e firmes
que causam impossibilidade,
e o caos se aconchega como criança.
O outro rui,
minha casa rui,
meu cachorro rui,
o Ravel na prateleira rui,
por conseqüência o meu ser também rui,
respiro a poeira que está sob a cômoda.,
tão dissimulada e parada
que contamina e faz o tempo impreciso...
Estar sob a eminência de desabar
Não faz dessas ruínas medrosas,
Mas sim, muito autoconfiantes de si...
Vejo que o jogo se torna impossível
E o que me resta?
Minha visão é o espelho ditador,
o [único] dever é através dele
enxergar um mundo em que nada se mexe.
A brisa que transpassa é inútil...
A lei é continuar.
Continue.

► Pausa
A cada passo
gero um compasso
e o verso se completa.
Melhor dizendo,
se finge completar,
ele é igual ao seu dono...
[imperfeito, insolente, inacabado]
Pausa,
Anda,
Pausa, encontra o eixo, anda pela rua e sente a morte,
O mesmo que chega não é o mesmo que saiu.
Águas do céu borram as verdades
e os segredos escorrem dos meus pés, sujando o caminho.
Os meus rastros compõem uma trajetória,
o caminho só existe quando eu passo...
Os infortúnios trazem alento,
Quero entrar, bater a porta,
e sonhar o que não pode acontecer agora.
sábado, 4 de junho de 2011
Movimento
terça-feira, 31 de maio de 2011
Fast Car - O poema
[Trecho do Poema]...
O início aciona o meu inconsciente,
o estado de prontidão e prazer se instaura.
A luz está baixa,
o frio e o copo de whisky caro bem ralo
são as minhas companhias hoje.
A letra começa,
fala de dois seres que poderiam ser qualquer um,
mas não são...
“You got a fast car
I want a ticket to anywhere
Maybe we make a deal
Maybe together we can get somewhere”
São palavras simples de um amor rebuscado,
A cada novo verso os sentidos se desvendam,
encaixando entre duas vidas
que um dia se encontraram
num clima Fast Car.
[...]
► Acompanhe uma versão atualizada do clássico de Tracy Chapman
Tracy Chapman - Fast Car (Boyce Avenue & Kina Grannis acoustic cover) on...
O início aciona o meu inconsciente,
o estado de prontidão e prazer se instaura.
A luz está baixa,
o frio e o copo de whisky caro bem ralo
são as minhas companhias hoje.
A letra começa,
fala de dois seres que poderiam ser qualquer um,
mas não são...
“You got a fast car
I want a ticket to anywhere
Maybe we make a deal
Maybe together we can get somewhere”
São palavras simples de um amor rebuscado,
A cada novo verso os sentidos se desvendam,
encaixando entre duas vidas
que um dia se encontraram
num clima Fast Car.
[...]
► Acompanhe uma versão atualizada do clássico de Tracy Chapman
Tracy Chapman - Fast Car (Boyce Avenue & Kina Grannis acoustic cover) on...
sábado, 14 de maio de 2011
Noite clara

[Trecho do Poema]
A rotina dá uma trégua,
e me entrego ao ócio da observação.
O espelho me aponta traços que desconheço,
mas insisto em olhar pelos ângulos peculiares a mim
[e às experiências que trago na bagagem.]
A vida me atinge de maneira branda,
porém não menos severa,
saio do abismo e volto a cair outras vezes mais...
[incansável e sem lamúrias.]
08/05/2001
Às 02:12h
Uberlândia-MG
[Na mesa de um dos bares da vida]
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Retrato do Desconhecido
Por Augusto Frederico Schmidt

Ele tinha uns ombros estreitos, e a sua voz era tímida,
Voz de um homem perdido no mundo,
Voz de quem foi abandonado pelas esperanças,
Voz que não manda nunca,
Voz que não pergunta,
Voz que não chama,
Voz de obediência e de resposta,
Voz de queixa, nascida das amarguras íntimas,
Dos sonhos desfeitos e das pobrezas escondidas.
Há vozes que aclaram o ser,
Macias ou ásperas, vozes de paixão e de domínio,
Vozes de sonho, de maldição e de doçura.
Os ombros eram estreitos,
Ombros humildes que não conhecem as horas de fogo do
amor inconfundível,
Ombros de quem não sabe caminhar,
Ombros de quem não desdenha nem luta,
Ombros de pobre, de quem se esconde,
Ombros tristes como os cabelos de uma criança morta,
Ombros sem sol, sem força, ombros tímidos,
De quem teme a estrada e o destino
De quem não triunfará na luta inútil do mundo:
Ombros nascidos para o descanso das tábuas de um caixão,
Ombros de quem é sempre um Desconhecido,
De quem não tem casa, nem Natal, nem festas;
Ombros de reza de condenado,
E de quem ama, na tristeza, a sombra das madrugadas;
Ombros cuja contemplação provoca as últimas lágrimas.
Os seus pés e as suas mãos acompanhavam os ombros
num mesmo ritmo.
Mãos sem luz, mãos que levam à boca o alimento
sem substância,
Mãos acostumadas aos trabalhos indolentes,
Mãos sem alegria e sem o martírio do trabalho.
Mãos que nunca afagaram uma criança,
Mãos que nunca semearam,
Mãos que não colheram uma flor.
Os pés, iguais às mãos
— Pés sem energia e sem direção,
Pés de indeciso, pés que procuram as sombras e o esquecimento,
Pés que não brincaram, pés que não correram.
No entanto os olhos eram olhos diferentes.
Não direi, não terei a delicadeza precisa na expressão
para traduzir o seu olhar.
Não saberei dizer da doçura e da infância daqueles olhos,
Em que havia hinos matinais e uma inocência, uma tranqüilidade,
um repouso de mãos maternas.
Não poderei descrever aquele olhar,
Em que a Poesia estava dormindo,
Em que a inocência se confundia com a santidade.
Não poderei dizer a música daquele olhar que me surpreendeu um dia,
Que se abriram diante de mim como um abrigo,
E que me trouxe de repente os dias mortos,
Em que me descobri como outrora,
Livre e limpo, como no princípio do mundo,
Envolvido na suavidade dos primeiros balanços,
Sentindo o perfume e o canto das horas primeiras!
Não direi do seu olhar!
Não direi do seu olhar!
Não direi da sua expressão de repouso!
Ainda não sei se era dele esse olhar,
Ou se nasceu de mim mesmo, num rápido instante de paz
e de libertação!

Ele tinha uns ombros estreitos, e a sua voz era tímida,
Voz de um homem perdido no mundo,
Voz de quem foi abandonado pelas esperanças,
Voz que não manda nunca,
Voz que não pergunta,
Voz que não chama,
Voz de obediência e de resposta,
Voz de queixa, nascida das amarguras íntimas,
Dos sonhos desfeitos e das pobrezas escondidas.
Há vozes que aclaram o ser,
Macias ou ásperas, vozes de paixão e de domínio,
Vozes de sonho, de maldição e de doçura.
Os ombros eram estreitos,
Ombros humildes que não conhecem as horas de fogo do
amor inconfundível,
Ombros de quem não sabe caminhar,
Ombros de quem não desdenha nem luta,
Ombros de pobre, de quem se esconde,
Ombros tristes como os cabelos de uma criança morta,
Ombros sem sol, sem força, ombros tímidos,
De quem teme a estrada e o destino
De quem não triunfará na luta inútil do mundo:
Ombros nascidos para o descanso das tábuas de um caixão,
Ombros de quem é sempre um Desconhecido,
De quem não tem casa, nem Natal, nem festas;
Ombros de reza de condenado,
E de quem ama, na tristeza, a sombra das madrugadas;
Ombros cuja contemplação provoca as últimas lágrimas.
Os seus pés e as suas mãos acompanhavam os ombros
num mesmo ritmo.
Mãos sem luz, mãos que levam à boca o alimento
sem substância,
Mãos acostumadas aos trabalhos indolentes,
Mãos sem alegria e sem o martírio do trabalho.
Mãos que nunca afagaram uma criança,
Mãos que nunca semearam,
Mãos que não colheram uma flor.
Os pés, iguais às mãos
— Pés sem energia e sem direção,
Pés de indeciso, pés que procuram as sombras e o esquecimento,
Pés que não brincaram, pés que não correram.
No entanto os olhos eram olhos diferentes.
Não direi, não terei a delicadeza precisa na expressão
para traduzir o seu olhar.
Não saberei dizer da doçura e da infância daqueles olhos,
Em que havia hinos matinais e uma inocência, uma tranqüilidade,
um repouso de mãos maternas.
Não poderei descrever aquele olhar,
Em que a Poesia estava dormindo,
Em que a inocência se confundia com a santidade.
Não poderei dizer a música daquele olhar que me surpreendeu um dia,
Que se abriram diante de mim como um abrigo,
E que me trouxe de repente os dias mortos,
Em que me descobri como outrora,
Livre e limpo, como no princípio do mundo,
Envolvido na suavidade dos primeiros balanços,
Sentindo o perfume e o canto das horas primeiras!
Não direi do seu olhar!
Não direi do seu olhar!
Não direi da sua expressão de repouso!
Ainda não sei se era dele esse olhar,
Ou se nasceu de mim mesmo, num rápido instante de paz
e de libertação!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Pensamento
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Balanço
[Trecho do Poema]
Escrever agora é um perigo,
eu bem sei...
As palavras não tem o sentido,
a intensidade e a clareza de que necessito tanto.
A inspiração tenta,
eu lanço o olhar em volta,
porém, o meu ‘ilhamento’ não me deixa
enxergar além do próprio eixo.
Cadê as perspectivas? Os sonhos? A simplicidade da vida?
05/02/2011
Às 16h05min
Uberlândia-MG
domingo, 23 de janeiro de 2011
Encontro
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Jóia de um povo - o coração da metrópole que pulsa vida

Meus pés pisam firme neste chão,
os olhos se perdem nos detalhes,
meus braços querem abraçar o que já não existe mais
são os fragmentos de uma história que o tempo devorou.
Reviro o baú precioso da nossa história,
encontro a jóia mais antiga e relucente...
é o Fundinho, nosso começo ancestral,
do presente borbulhante
e futuro da recriação contínua.
Fundinho - o berço da gente -,
é o aconchego de estar em casa,
A beleza de vislumbrar suas edificações,
onde o hoje se harmoniza com o ontem,
é inspirador andar por suas ruas cheias de história.
Continuarás guardado sempre
como a jóia mais preciosa de um povo,
que se orgulha de aqui viver
e continuamente se encantar
com o seu charme e poesia .
Texto: Eduardo Humbertto
Quadro: Hélvio Lima, Coreto, 2006.
FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 15. Março 2010 - Ano VII. Uberlândia-MG
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