segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

III Prêmio Literário Canon de Poesia

"Canon divulga lista dos ganhadores da terceira edição do “Prêmio Literário Canon de Poesia”


"Fico muito feliz com o reconhecimento deste Prêmio, já há algum tempo esperava um respaldo mais técnico da poesia que estou escrevendo nos últimos tempos, este Prêmio veio justamente neste momento de busca e reflexão sobre a minha própria escrita. Fico ainda mais satisfeito em saber que o meu texto vai circular por este país à fora, essa é a grande alegria do escritor/poeta, ver a sua obra sendo analisada, degustada e apreciada por diferentes pessoas e lugares." - Eduardo Humbertto


Empresa elegeu os 50 melhores textos que serão publicados no livro de poesias feito em parceria com a Fábrica de Livros
A Canon, empresa japonesa especializada no desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem, anuncia os vencedores do “III Prêmio Literário Canon de Poesia”, realizado em parceria com a Fábrica de Livros e a Editora Scortecci. Foram escolhidos os 50 melhores textos, que serão reunidos em um livro a ser lançado nos primeiros meses de 2011.

Com tema livre, o concurso, que teve sua abertura na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e aconteceu entre 13 de agosto e 30 de setembro, recebeu mais de 3 mil inscrições. Os finalistas foram escolhidos por uma comissão julgadora, composta por profissionais de renomado prestígio literário e cada vencedor receberá dez exemplares da obra e contará ainda com a divulgação e promoção da antologia pela Canon nas suas ações de Marketing e Propaganda, no período de um ano.

“O objetivo desse concurso é revelar talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no país e a cada ano estamos conseguindo movimentar muitas pessoas e desenvolver neles o interesse cultural”, afirma Jun Otsuka, presidente da empresa no Brasil.

Confira os nomes dos poetas vencedores do III Prêmio Canon de Poesia:


Alam Cristian Arezi – Porto União/SC
Allan Pitz Ribeiro de Souza - Rio de Janeiro/RJ
Almir Guilhermino da Silva - Marechal Deodoro/AL
Altair dos Santos Paim - Salvador/BA
Ana Karina Pereira dos Santos Soares - Recife/PE
Ana Laura Dimas de Freitas Rabelo - Belo Horizonte/MG
Arthur Rodrigues Clemente - São Paulo/SP
Augusto Barros Mendes - Niterói/RJ
Augusto de Oliveira Junior - Macapá/AP
Benedito Cirilo dos Santos Filho - S. G. do Sapucaí/MG
Bruna Souza de Oliveira - Novo Hamburgo/RS
Carlos Eduardo Marcos Bonfá - Socorro/SP
Carlos Oliveira Rodrigues - Sobral/CE
Carlos Roberto da Rosa Rangel - Santa Maria/RS
Eduardo Francisco Jaques Neto - Torres/ RS
Eduardo Humberto Ferreira - Uberlândia/MG
Elaine Vincenzi Silveira - São Paulo/SP
Eleni Carvalho - Diadema/SP
Francisco Carlos Pereira - Araçatuba/SP
Gabriele Nunes Moraes - Uberaba/MG
Haydée Schlichting Hostin Lima - Santa Maria/RS
João Carlos de Oliveira - Teixeira de Freitas/BA
Jonatan Gracioli do Amarante - Cianorte/PR
José Guaicurus Mendes dos Santos - Guapimirim/RJ
Leila Maria Rodrigues Daibs Cabral - Mogi das Cruzes/SP
Luciana Slongo - Herval d’Oeste/SC
Luiz Carlos da Silva - Campo Mourão/PR
Luzia Stocco - Piracicaba/SP
Manoel Vinícius da Mata Souza - Ourinhos/SP
Márcia Cristina Lio Magalhães - Fortaleza/CE
Maria Anabel Siqueira Sampaio - São Paulo/SP
Mario Donizete Massari - Sertãozinho/SP
Mariza Baur - São Paulo/SP
Marlene Edir Severino - Itajaí/SC
Marlene Rozina Feltrin - Farroupilha/RS
Matheus Jacob Barreto - Cuiabá/MT
Nielson Torres Costa - Taguatinga/DF
Paulo da Mata-Machado Jr. - Brasília/ DF
Priscila Costa Lopes - Florianópolis/SC
Raimundo de Moraes - Recife/PE
Rosane Catarina de Castro - Belo Horizonte/MG
Roselaine Dias da Cruz - São Paulo/SP
Sergio Luiz Moreira - Rio de Janeiro/RJ
Tatiana Oliveira Druck - Porto Alegre/RS
Terezinha Bertazzi Costa - Campinas/SP
Varidiana Ribeiro Mercatelli - São Paulo/SP
Vilmar Ferreira Rangel - C. dos Goytacazes/RJ
Walter Luiz Jardim Rodrigues - Belém/PA
William Lima Glins - Rio de Janeiro/RJ
Zanny Adairalba Dantas de Góes - Boa Vista/RR

Sobre a Canon
Com marca registrada em mais de 140 países e faturamento na ordem dos US$ 34 bilhões, a CANON se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem, e pela fabricação de uma ampla variedade de produtos que vão desde câmeras, copiadoras e impressoras, até equipamentos ópticos para a indústria de semicondutores e lentes profissionais para broadcasting. A empresa é a segunda maior dos Estados Unidos em número de patentes e sustenta um investimento diário de 6 milhões em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil desde 1974, a Canon conta com infra-estrutura própria com mais de 200 colaboradores e uma rede de revendas responsável pela distribuição de toda a linha de soluções corporativas. A empresa oferece ao mercado brasileiro um portfólio com mais de 50 produtos entre multifuncionais, copiadoras, fax e scanners. Hoje, mais de 67% do faturamento mundial da companhia provém dessas soluções.

Sobre a Fábrica de Livros
Nascida em janeiro de 2008, a Fábrica de Livros oferece ao mercado editorial soluções para captura, manuseio, impressão, acabamento, logística e comercialização de serviços gráficos. É uma empresa direcionada exclusivamente ao mundo do livro, voltada ao mercado editorial brasileiro e aos autores que queiram publicar seus livros de forma independente. Sob a premissa de ter foco no “foco do cliente”, a Fábrica de Livros tem sua atuação posicionada em produções de livros em pequenas tiragens e sob demanda. Para editoras, a Fábrica de Livros prepara, produz e comercializa em baixas tiragens ou um único livro se necessário, viabilizando a produção e a comercialização de livros do fundo de catálogo, on demand, sob o conceito da “cauda longa”. O objetivo da Fábrica de Livros é ser líder no segmento em que atua, com crescimento sustentável por meio do compartilhamento de esforços e resultados com parceiros de negócios, do constante desenvolvimento tecnológico e do capital humano.

Mais informações em: http://www.fabricadelivros.com.br.

(FONTE: http://www.canon.com.br/ )

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vagante

[Trecho do Poema]

Ao cessar dos olhos,
a imaginação vaga,
a cronologia desamparada
não pisa no chão,
flutua em um lugar
[que não existe]...

02/12/2010
Às 11:19h
Uberlândia-MG

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poema do Pranto

Por Eduardo Humbertto


[Trecho do Poema]

Posso chorar hoje?
Amanhã talvez não haverá mais tempo.
O pranto explode
em gestos agridoces,
a poesia se encontra aí
nas entrelinhas transparentes
tão cheias de sentido.

21/10/2010
Às 15:05h
À caminho de Brasília-DF

domingo, 17 de outubro de 2010

Foco... (DES) foco

Por Eduardo Humbertto

[Trecho do poema]...

A imagem é borrada
e o foco impreciso,
necessito realmente enxergar?
Acho que não, mas insistem...


14/10/2010
Às 11:42h
Uberlândia-MG

sábado, 2 de outubro de 2010

Ruir-se



[Trecho do poema...]

O outro rui,
minha casa rui,
meu cachorro rui,
o Ravel na prateleira rui,
por conseqüência o meu ser também rui,
respiro a poeira que está sob a cômoda,
tão dissimulada e parada
que contamina e faz o tempo impreciso...

*Poema inspirado livremente no universo da obra de Samuel Beckett (dramaturgo e escritor irlandês)

02/10/2010
Às 17:05h
Uberlândia-MG

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pausa


[Trecho do poema...]

Pausa,
Anda,
Pausa, encontra o eixo, anda pela rua e sente a morte,
O mesmo que chega não é o mesmo que saiu.

Águas do céu borram as verdades
e os segredos escorrem dos meus pés, sujando o caminho...


30/09/2010
Às 14:40h
Uberlândia-MG

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sobre Nostalgia...

"Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais..."

AVANTE!...
(Autoria desconhecida)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Vontade


[Trecho do poema...]

Sentimentos tolos me impregnam,
Caem sempre nas mesmas armadilhas...
Vêm à tona como se fossem sempre bem-vindos...
Não são, definitivamente...


16/09/2010
21:39h

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Escrever é domesticar a morte

Por Shyrley Pimenta

Mesmo não tendo o monopólio da iluminação, quando escutamos cuidadosamente a nós mesmos, caímos em silêncio, abatidos pelo peso da descoberta: é complicado lidar com incertezas, mistérios, dúvidas, sobretudo para aqueles de nós que se baseiam estritamente na razão, na aparência dos fatos, na busca forçada por uma paz, semelhante à dos cemitérios. Talvez por isso, o poeta Charles Baudelaire tenha escrito: corremos para nos perder na multidão, por temor de não poder suportar-nos a nós mesmos.

Também por isso, a escrita se revela uma via de salvação. Escrever é evocar fantasmas, relembrar lugares, pessoas conhecidas, amores, amigos. Escrever é uma forma alternativa de conjurar nossos medos. A escrita possibilita tematizar a vida através de palavras e imagens, configurando uma forma de responder às frustrações e derrotas cotidianas.

Escrever é destrinchar a estrutura do real, esse mistério complexo, sutil, pleno de matizes desconcertantes. Escrever é uma forma de lidar com as perdas. É dar cor e voz aos impulsos paradoxais do desejo humano, que ultrapassa os limites do socialmente aceito e conveniente. Escrever é afirmar Eros, a vida, e também seu contrário, Tânatos, a morte. Escrever é reafirmar a verve crítica e libertária, avessa a conformar-se aos interesses menores do lucro, do conforto, das conveniências.
Escrever é metamorfose. É triunfo da vontade, do desejo de ser mais, de criar e experimentar dimensões novas, de si e do outro. Não se escreve por acaso. Por um acaso vazio e sem sentido. Escreve-se por destino. Por uma necessidade intrínseca e profunda de mudança, renovação. Escreve-se para barrar a desfiguração crescente do homem, da natureza, característica da existência moderna, turbulenta, excessiva, veloz e caótica.

Escrever é acercar-se do inusitado, é combinar de modo insólito as palavras para penetrar sem rodeios na alma humana, despidos de quaisquer moralismos, sobretudo daqueles que nos foram introjetados na infância, para aceitar a arte, a beleza da arte, sem preconceitos. Escrever é abandonar a contemplação medíocre da vida bem comportada, para transformar-se num arquiteto do absurdo, do impossível.

Daí a relutância em festejar a autoajuda ou a panfletagem, travestidas de literatura. Só a literatura é capaz de romper o cerco que aparta arte e vida, restituindo o sentido pleno às experiências vividas, aproximando-nos do fascínio da natureza, a ponto de desejarmos nela dissolver-nos (afinal, é esse nosso destino último), como diria Cesare Pavese (1908-1050): “Eis-me pedra, umidade, fumaça, sumo de fruta, vento...”

Escrever é selecionar palavras carregadas de destino. É evocar a longínqua infância, única idade verdadeiramente humana e autêntica, porque faz do amor o peso da existência, núcleo remoto de sentimentos, de fantasias, “cujos fogos só se iluminam bem sob o luto fechado da noite”, diria Baudelaire. Entretanto, a infância é apenas um instante vertiginoso que cintilou, brevemente, e se perdeu no tempo. Mas escrever é auscultar esse tempo perdido, é uma forma de lançar à existência um demorado olhar clínico, é a arte de contrapor-se, com coragem, a qualquer projeto de aniquilação, fruto da crueldade humana. Escrever é domesticar o medo. Escrever é domesticar a morte.

Shyrley Pimenta é psicóloga clínica
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia - 31/08/2010
http://www.correiodeuberlandia.com.br/?tp=coluna&post=20761&uid=37

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Passagem...

Eis que chega o melhor dia do ano...
O tão esperado por mim: 02 de setembro. É muito mais do que simplesmente comemorar um aniversário, é ter a certeza de que tudo até hoje valeu muito a pena, e que a possibilidade de dar continuidade é um presente sem tamanho.
Chega os 21, agora sou adulto perante os olhos da sociedade, não que nessa altura da vida a idade faça tanta diferença, mas sinto como uma passagem, uma nova porta que se abre na minha história... vejo que com tão pouca idade, já consegui realizar muitas coisas, umas por mérito, outras por sorte e outra mais por presente do destino.
Tenho a plena consciência de que não alcancei nada sozinho, e guardo com toda atenção os que me ajudaram e influenciaram para que me tornasse o que sou hoje, e resultará no que poderei ser amanhã...

Estou feliz, e espero que a nova idade, traga consigo o que eu realmente precisar para me tornar uma pessoa melhor.

Obrigado a todos pelas manifestações de carinho e atenção.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Deliriu(s)

Por Eduardo Humbertto

[Trecho do poema...]

Escrever me parece
tão pertinente.
Contudo, as idéias se embaralham
e meu ponto de vista
torna-se camaleônico.

26/08/2010
Às 10:19h

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PROCURA-SE

Por Eduardo Humbertto

[Trecho do poema...]

Nesta busca me perco,
E os detalhes me distraem,
Tirando-me a noção do todo,
Do que é divino, profano e acima de tudo essencial.


09/08/2010
13h22min
Uberlândia-MG

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A primeira crítica teatral

Divido com vocês o texto que considero a minha primeira crítica teatral publicável,
tanto é que já foi, no Jornal 'Diário de Classe' Teatral, organizado por Mª do Perpétuo Socorro Calixto Marques. BOA LEITURA.

INVEJA DOS ANJOS: O EQUILÍBRIO DA CONCEPÇÃO

O nome nos faz viajar no que poderia ser a temática do espetáculo, mas nenhum devaneio poderia adiantar o que o Armazém Cia. de Teatro do Rio de Janeiro traria à cena com ‘Inveja dos Anjos’, na direção de Paulo de Moraes.

A escolha do título da obra é um dos acertos na concepção do espetáculo como um todo, além de profundo, é bastante significativo dentro do contexto da ação dramática desenvolvida. A dramaturgia de Maurício Arruda Mendonça e Paulo de Moraes é consistente e bem elaborada tornando-se uma ligação instantânea com o público, este que embarca em uma viagem introspectiva dos seus sentimentos mais pessoais e que a todo o momento são trazidos à tona, seja em uma palavra ou frase inteira.

O texto seduz, envolve, emociona e revigora, é um ponto de destaque no trabalho, a palavra trazida nos diálogos pulsa além do texto em si. “A memória é uma prisão.” O que uma simples frase como esta pode despertar em um público ávido pela experiência de troca que só o teatro proporciona? É um convite imediato a olhar para si mesmo e identificar passagens, lembranças e pessoas que nossa memória não deixa escapar, é acima de tudo trazer a consciência do que estamos guardando e o porquê disto, consequentemente a reflexão é inevitável. Há também de se considerar o modo como a dramaturgia é encenada, é notável os alicerces sólidos na pesquisa temática e formal da companhia.

A dramaturgia sugere ainda uma identificação imediata com situações vividas pelos personagens, muito enraizadas nas lembranças que cada um de nós tem e que em algum ponto se entrelaçam e despertam sentimentos submersos. Os atores, formidáveis em seus papéis, contribuíram para que o espetáculo mostrasse um aspecto de alteridade, sendo assim, ver as histórias, os conflitos, as contradições, os desesperos e as epifanias do outro, repercute de uma forma que nos vemos nos personagens e suas trajetórias, e internamente buscamos uma melhor maneira de lidar com isso.

O cenário insere em destaque os trilhos de uma ferrovia que se estende na verticalidade, dando uma maior dimensão ao espaço cênico, a iluminação bem pontuada se harmoniza com as transições do maquinário que entram e saem pelas laterais de forma bem colocada. Isso mostra um grande caráter funcional, onde o que está posto corresponde ao que está sendo encenado.

A sonoplastia vem de encontro ao reforço das lembranças que permeia os personagens, contempla a beleza e harmonia das cenas nos presenteando com emoções fortes. Tudo isso se deve à fluência que existe no grupo já consolidado, que passa pela generosidade em cena, o desejo de somar as potencialidades individuais e o mais importante deixar claro no contexto da cena o quanto aquilo que estão fazendo realmente os tocam, tornando ‘Inveja dos Anjos’ um espetáculo para ser contemplado muitas vezes.

Texto, direção, atuações, cenário, figurino, trilha sonora e iluminação fazem desta montagem do Armazém Cia. de Teatro uma referência no teatro brasileiro dos últimos tempos. A matéria prima do teatro é o ser humano em todas as suas atribuições, isto transposto à cena de maneira poética – como foi ‘Inveja dos Anjos’ - sempre será um convite a apreciar uma obra de arte teatral.

Eduardo Humbertto
Aluno do 6º período do Curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia

* HUMBERTTO, Eduardo. Inveja dos Anjos: O equilíbrio da concepção. Jornal Diário de Classe Teatral. Curso de Teatro - UFU. nº1. Junho/2010, pg 06.

terça-feira, 29 de junho de 2010

(EGO)... ismo

Por Eduardo Humbertto

[Trecho do poema...]

Exílio voluntário,
quero sentir o vazio que preenche,
sentir no último grau
o que é necessário.

02/06/2010 às 14h52min
Brasília-DF

Regresso!

Caros Leitores...
Desculpem-me a falta de tempo de postar aqui, aconteceram tantas coisas de um mês pra cá, juntando com final de semestre da faculdade e tudo mais...
Mas, o importante é que agora estou de volta, e muito a fim de escrever, afinal, as férias estão chegando... não que seja sinôimo de descanso, mas tem muita coisa boa junto...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

1ª Performance



Ação Performática Autobiográfica
Inspirado no poema "A Lucidez Perigosa" de Clarice Lispector.

O que em você está escrito [em.letras.minúsculas]???

Conto com a presença de vocês.
Abraços.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Lucidez Perigosa - Clarice Lispector


Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.

sábado, 27 de março de 2010

Sorriso Ausente

[Trecho do poema...]

Eu não te conhecia,
nem mesmo sabia de tua existência,
mas a sua súbita partida
me fez parar,
parar por um momento
e lembrar que vivo num lugar
de desamor e seres doentes,
o que sempre procuro esquecer
para conseguir seguir em frente.

18/04/2008 - 22:34h
Poema dedicado à Isabella Oliveira Nardoni

segunda-feira, 22 de março de 2010

Inveja dos Anjos: O espetáculo de uma vida.


O teatro mais uma vez se faz presente na minha vida de uma maneira posso dizer até transcedental... o espetáculo "Inveja dos Anjos" do Armazém Cia. de Teatro veio no momento mais propício possível. Foram quase duas horas de uma troca formidável, me emocionei em muitos momentos, pois me via nas situações que os personagens viviam... enfim, tudo fazia um sentido absurdo. Isso sem falar no texto... o que era aquilo?... há muito tempo um texto no teatro não fazia sentido para mim, ultimamente quando assistia uma peça outros aspectos me chamavam a atenção, menos o texto... agora com "Inveja dos Anjos", o texto foi um ponto alto dentro de um conjunto de acertos do grupo na concepção como um todo. Muito merecidos os Prêmios Shell de Melhor Texto e o de Melhor Atriz para Patrícia Selonk.
QUERO ASSISTIR DE NOVO!

Recomendo: "Inveja dos Anjos"... do Armazém Cia. de Teatro. Leia a crítica que escrevi: http://laboratoriodacritica.blogspot.com/2010/03/inveja-dos-anjos-o-equilibrio-da.html

Veja esse vídeo abaixo com alguns momentos do espetáculo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Frase solta que vale guardar.

"em viagens incessantes por mim mesmo, descubro respostas curiosas à pergunta redefinidora; 'quem sou eu?', mas todas essas respostas não passam de esboços mal-feitos, tentativas frustradas de desenhar perfis incolores de alguém que realmente não se dá ao luxo de simplesmente existir." - Diego Lanza.

Frase inspirada na vida e obra de Clarice Lispector.

Eu preciso falar mais alguma coisa?

Nada de Insensatez!

Talvez seja o tempo de pensar, mas pensar anda me enchendo o saco. Como é insensato lidar com os sentimentos, os nossos sentimentos mais íntimos, isso me cansa de uma maneira muito profunda e nada reparadora. Talvez influenciando no meu ritmo normal de vida, fazendo tudo ficar mais lento, mais pesado... a paciência se esvai, mas eu continuo aqui, acordado... Sartre me entenderia agora. O inferno além de ser o outro também está dentro de cada um, isso é terrível, mas é a realidade... como eu lido com ela? Ah... mas aí é querer saber demais.

Até qualquer hora.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vai pro lixo agora.


Noite quente... muita coisa pra fazer, resolver...
Começei pelo guarda-roupa e principalmente pelos papéis... o que posso me desfazer agora? Ah... muita coisa... então que seja. Quero fazer a energia circular mais livre e transformadora na minha vida...
Vai pro lixo muita coisa que não me tem serventia nenhuma, será que devia ser sempre assim? Quando não tem utilidade vai direto para o descarte... mas com certeza algumas coisas na vida precisam ser assim, não tudo.

Ah... só vim deixar essa idéia mesmo!... "Antes de querer mudar o mundo, arrume o seu quarto."

Boa noite!
=]

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Arte de Não Adoecer...

Por Dráuzio Varella

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de
aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Eu tô tentando

Eu tô tentando largar o cigarro
Eu tô tentando remar meu barco
Eu tô tentando armar um barraco
Eu tô tentando
Não cair no buraco...

Eu tô tentando tirar o atraso
Eu tô tentando te dar um abraço
Eu tô penando
Pra driblar o fracasso
Eu tô brigando
Pra enfrentar o cagaço...

Eu tô tentando ser brasileiro
Eu tô tentando
Saber o que é isso
Eu tô tentando ficar com Deus
Eu tô tentando
Que Ele fique comigo...

Eu tô fincando meus pés no chão
Eu tô tentando ganhar um milhão
Eu tô tentando ter mais culhão
Eu tô treinando prá ser campeão...

Eu tô tentando
Ser feliz (Ser Feliz!)
Eu tô tentando
Te fazer feliz...

Eu tô tentando entrar em forma
Eu tô tentando enganar a morte
Eu tô tentando ser atuante
Eu tô tentando ser bom amante...

Eu tô tentando criar meu filho
Eu tô tentando fazer meu filme
Eu tô chutando prá marcar um gol
Eu tô vivendo de Rock'n Roll...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Já É

Sei lá...
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá...
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Caiu como uma luva...

"A vida insiste em ensinar e eu insisto em não aprender. Até quando vai essa queda de braço? Um dia ela desiste, e eu? como fico nisso tudo?"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Poema Vicioso

Por Eduardo Humbertto
[Trecho do poema...]

Tenho medo do que escrevo,
orgulho talvez,
mas um anseio se mostra,
apenas meu ser o enxerga.

domingo, 24 de janeiro de 2010

VIDA SIMPLES

Por Eduardo Humbertto - 24/01/2010


[Trecho do poema...]

A VIDA É UMA PAISAGEM QUE PRECISA SER OBSERVADA,
SENTIDA,
OUVIDA,
ACARINHADA,
VALORIZADA,
CADA UM À SUA PRÓPRIA PAISAGEM...
MAS NADA IMPEDE QUE O VERDE, O VERMELHO,
O AMARELO DO OUTRO ME ENCANTE,
E ME INSPIRE A COLOCAR MAIS VIDA NO QUE ESTÁ DESBOTADO
NA TELA DA MINHA EXISTÊNCIA.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

VERBO LOUCURAR

Por Eduardo Humbertto – 21/01/2010


[Trecho do poema...]

TUDO RODA,
RODA NUM RITMO LOUQUÍSSIMO.
MINHA CABEÇA TEIMOSA,
BRIGA CONTRA TUDO...
O QUE ESTÁ POR VIR?
O ENTENDIMENTO ME FOGE.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Frase interessante.

"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo." - Clarice Lispector.

OBS: Talvez seja o que eu quero dizer para o mundo hoje.

2010 não é apenas mais um.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ode a Ela!

Por Eduardo Humbertto

Olhar,
Ver e sentir algo bom...
É tão profundo,
minh´alma mergulha
viaja nas projeções
e em todas elas
você está esplêndida
traz luz com seu sorriso,
vida com sua presença,
intencidade com o olhar vivo,
conforto em te sentir do meu lado
inteira,
entregue,
divina,
voluntariamente aqui,
mesmo que utopicamente.
Confio no tempo,
ele me trará a resposta
clara, simples e objetiva:
"Você aqui do meu lado
para sempre."

17/12/2009
1:38h.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cadê as minhas férias?

Espero que essas férias que estão chegando sejam bastante generosas no quesito produção bibliográfica... tenho muita coisa pra escrever, falar, trocar, enfim.

Até daqui uns dias.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Viva... Viva!


Eduardo Humbertto, Inês Peixoto e Leka Massensini

"VIVA O TEATRO E OS SEUS ENCONTROS..."

Mais um belo encontro que o teatro me proporciona... ontem tive a felicidade de mais uma vez de encontrar com uma das maiores atrizes deste país, a mineira Inês Peixoto e todo o Grupo Galpão.

VERDADEIRO ARTISTA = É um ser que tem na sua essência a generosidade, pois as suas atitudes são carregadas dela, sabe partilhar momentos inesquecíveis junto aos demais que o admira e não se endeusa criando distância entre a sua arte e o outro, alías, faz o contrário, cria pontes bem sustentadas entre ele e o público que o prestigia, caminhando lado a lado, fazendo do teatro uma forma de união e concretiza os encontros que tanto desejamos, trazendo memórias indestrutíveis.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Reflita...

"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos."

sábado, 31 de outubro de 2009

Sábio Sartre.

Você acredita que existe inferno? Onde conseqüentemente você encontraria o Diabo, os Diabinhos, grandes labaredas, espetos, brasas, foles de couro, correntes, muito calor, e etc...

Ah... só te falo uma coisa, não alimente essa imagem, porque o verdadeiro inferno é aqui, são as relações, é o OUTRO que sempre faz questão de estragar tudo que de bom construímos...! Elevo Sartre de um filósofo importante para um sábio a quem devemos muito.

Sarte embuído pela maior verdade que a humanidade já viu, disse:
"O Inferno São Os Outros!", sendo assim vivo o inferno diariamente. E vc?

Indicação de leitura: "Entre Quatro Paredes" - de Jean-Paul Sartre.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Fundinho de Hoje e Sempre!


Por Eduardo Humbertto
Foto: Jorge H. Paul


O bairro que é objeto de nossa atenção a tantas edições deste jornal, nos é proporcionado redescobrir a sua memória nos detalhes mais saudosos, permeando docemente as nossas lembranças de um tempo que não volta mais, das pessoas, fatos, e causos que perduram através dos tempos. É com respeito e admiração que mais uma vez lançamos nosso olhar para este lugar que faz parte não somente da grande metrópole, mas acima de tudo da nossa história, temos em comum o bairro Fundinho como cenário dessa história que em partes pode ser contada em poucos minutos de passeio pelo lugar.
Hoje vejo o Fundinho como um quadro vivo que vai se modificando, gentilmente se adequando ao progresso, trazendo novas cores, rostos, histórias, idéias, construções, planos, e o entusiasmo que faz pulsar o coração da cidade, atraindo gente de muitas partes a fim de conhecer o aconchego que lhe é característico.
Tenho pouca idade, talvez por isso, busco muitas referências no passado para projetar o Fundinho no futuro, como será? Já parou para pensar? Quais os bens históricos que ainda estarão de pé daqui 50 anos? E as pessoas de agora serão lembradas? O carinho e atenção com o bairro serão os mesmo de hoje? Sou bastante otimista nestas questões, vislumbro um futuro com a total conservação do que temos hoje no que diz respeito à arquitetura e bens públicos, as pessoas que vivem aqui com certeza serão lembradas por terem cooperado na construção do bem estar comum. O carinho poderá ser até maior, devido ao referencial afetivo que o Fundinho se tornará também para as gerações vindouras. O bairro guarda muito mais do que a história da cidade, é guardião da alma de um povo, seu legado, seus costumes e suas conquistas.

FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 13. Outubro 2009 - Ano VI. Uberlândia-MG

domingo, 4 de outubro de 2009

FALTA! Um breve desabafo.


Minhas últimas tentativas em escrever algo que não seja tão óbvio simplesmente fracassaram, por outro lado me satisfaço lendo textos de outras pessoas que escrevem coisas simples de uma forma poética e que realmente faz sentido para mim.
Ando pensando em muitas coisas, e nesse devaneio de memórias, lembrei de pessoas... Ah... aí a coisa apertou de um forma que eu não esperava, me bateu uma saudade muito grande de tantas pessoas que passaram pela minha vida. Tanto pessoas que já partiram para outra dimensão, quanto os que estão tão pertos fisicamente, porém longe, essa distância afetiva é o que mais me dói. Talvez desculpas como a correria do dia-a-dia e a falta de tempo sejam usadas para "explicar" este estado, que chamo de EXÍLIO DE NÓS MESMOS.
Este é a grande questão que o Teatro e a arte como um todo anda me trazendo nos últimos tempos como reflexão, o nosso EXÍLIO pessoal, as muralhas que construimos em torno de nós mesmos impossíveis de serem alcançadas por quem quer que seja, não nos preocupamos nem sequer em responder os gritos que ouvimos vindos do outro lado dessa muralha... É incrível como podemos fazer ligações com a nossa vida em todos os campos - sentimental, profissional, familiar, afetivo e etc... Onde está a sua muralha? Quem você faz questão de não responder quando ouve os gritos?
Sei também reconhecer quando utilizo esse 'exílio' propositalmente dando importância para uma melhor qualidade das minhas relações com outras pessoas, há casos em que as muralhas são as minhas armas, sei reconhecer isso... talvez seja algo que tenho que melhorar ainda... mas vou caminhando sempre.
A falta que sinto de algumas pessoas é muito grande, do convívio, de compartilhar alegrias, vivências, companheirismo... mas a vida é isso, as pessoas vem e vão, é assim não tem jeito... tenho que dosar meu sentimentalismo com mais otimismo, e agradecer pelo fato dessas pessoas terem passado pela minha vida e que estão aí seguindo o seu caminho... Ah não sei de mais nada... só queria mesmo desabafar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aprendendo a jogar.

Elis Regina
Composição: G.Arantes

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura
Mas vale que dois voando
Se eu nascesse assim, ... pra lua
Não estaria trabalhando
Mas em casa de ferreiro
Quem com ferro se fere é bobo
Cria a fama, deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do lobo
Quem tem amigo cachorro
Quer sarna para se coçar
Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar

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Eu estou literalmente 'vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar.. hehe.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dos Amores e suas Desconstruções


Parei para pensar em como sua presença se tornou algo importante para mim. Me acostumei com as conversas nos banquinhos, regadas a risadas e comentários soltos. Nos falamos poucas vezes só nós dois, é verdade, mas talvez seja por falta de oportunidade, ou assim quer crer meu ego. Talvez tenha te idealizado um pouco, talvez tenha te dado muita importância, mas isso já perdeu qualquer relevância que porventura tivesse.

Embora tenha já passado pela turbulência dos primeiros passos, voltei forçadamente a engatinhar, me apoiando sobre frágeis joelhos, tremendo para não cair. Mas te digo, me chame pra jantar na sua casa, nem que seja miojo e goiabada. Me chame pra te ajudar no trabalho da faculdade, nem que seja pra fazer ditado. Me abrace, pra eu me sentir protetor e me dê uma risada pra eu me sentir completo. Deixa eu sentir sua respiração de perto e sua voz falando baixo, quase sussurrando. Ainda que discuta política monetária e teoria do valor com meus companheiros de bar, perto de você viro uma criança, pronta pra sorrir diante de uma careta ou pra se acabar em piadas prontas.

Me encante com seu jeito divertido, seu sorriso verdadeiro e seu olhar profundo e penetrante. Sua beleza é para mim um refúgio e sua voz é um calmante. Seu cheiro desconheço, nunca consegui roubar por alguns instantes alguma peça de roupa tua. Sua pele, um vago ideal no meu imaginário, nem sequer uma lembrança.
Diga o que quer, que te darei tudo que tenho. Diga que me quer, que te direi que te quero. Diga que me ama, que não direi mais uma palavra. E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais.
E se nada disso fizer, me deixe ao menos pensar em você e lembrar do dia em que, talvez, as coisas pudessem ter sido diferentes.

Autor: Gabriel.

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Este texto não é meu, mas traduz muito do momento que estou passando, aliás, às vezes já nem sei mais... mas gostei bastante da escrita, de como foi desenvolvida e do significado a que me trouxe.
Agradeço ao Gabriel, por me ceder este texto para ser publicado aqui.

É isso aí!... agora é comentar, galera.
=D

Bom fim de semana pra todos.

domingo, 21 de junho de 2009

Bolero de Ravel > Trilha de uma vida.


Sabe quando a sua vida desde muito cedo já tem uma trilha sonora? Mas não é uma trilha qualquer, é algo que transcende qualquer explicação, emoção, te coloca em um patamar inatingível e te mostra a real grandeza de existir. Assim, é o Bolero de Ravel na minha vida. Quando ouço automaticamente me desconecto do que é real e me permito transportar para um um lugar fantástico, onde tudo que é belo tem vez.

Bolero (Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel (foto). Originalmente composta para um Ballet, a obra, que teve sua première em 1928, é considerada a obra mais famosa de Ravel.

Quero compartilhar com vocês a cena do filme "Retratos da vida" do diretor Claude Lelouch, de 1981. Foi a cena mais emocionante que o cinema mundial já me mostrou. Só assistindo mesmo para entender a beleza dessa obra prima máxima da humanidade que é o Bolero de Ravel. Assistam esse filme, vale muito a pena.

http://www.youtube.com/watch?v=Tzzug1HLYQg&feature=related

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Delírio?




Ultimamente ando tomando conhecimento de quanto inconstante sou, é uma coisa que não era visível... ando lutando contra tanta coisa, mas quando penso que estou tendo um intervalo nisso tudo, vejo que não lutei nem com 1/10 do que ainda preciso lutar, é contra tanta coisa junta ao mesmo tempo. Às vezes acho que não vou dar conta, em outros momentos me transformo em um gigante para resolver os problemas e conseguir seguir em frente.

Tô triste...! Mas tentando disfarçar isso! O que é pior, não é?
E assim vou levando... uma hora bem, outras horas coisas me derrubam.
Mas o importante é conseguir superar cada momento ruim, não a situação em si, mas o momento que se está matutando ela é fundamental, se não a gente surta.

Se quiser me deixe um recado, nem que seja um "oi", deixe, pois vai me fazer bem.


Ouvindo: Diz que fui por aí - Fernanda Takai

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Publicação!

Venho dividir com vocês um texto meu que foi publicado ontem (29/04/2009) no CORREIO de Uberlândia, texto este que fiz para rebater um outro que foi publicado dia 23/04, então, primeiro leia o tal texto e o meu logo em seguida... é interessante para vermos a diversidade de visões que permeiam a humanidade... Grande abraço!

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23/04/2009

Teatro moderno

O fenômeno da tecnologia digital já varreu do mapa do mundo os discos de vinil, as fotografias, os filmes e começa a eliminar o teatro convencional. Em pouco tempo, não haverá mais apresentações de peças teatrais em palcos armados como ainda acontece hoje. A exibição física de atores em palcos está para acabar definitivamente porque, simplesmente, as pessoas não irão mais ao teatro.
Hoje se fala em teatro híbrido, cibernética e em outras técnicas digitais. As transmissões ao vivo pela web já começaram na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e em breve chegarão ao Brasil. O intuito desse sistema é ligar palcos e levar espetáculos às plateias de todo o mundo ao mesmo tempo. Em breve poderemos assistir, no Brasil, em um aparelho de TV digital ou em uma grande tela armada em nossa casa, a um espetáculo exibido no Teatro Scala de Milão ou na Ópera de Paris. Tudo digitalizado. O teatro convencional caminha para o fim inevitável. Ninguém mais vai precisar sair de casa para assistir a um espetáculo em teatro como no passado. Esse tipo de teatro e de espetáculo, com exibição de atores ao vivo, está praticamente no fim. Prédios, como o do teatro que está em construção em Uberlândia, vão se transformar em elefante branco, vermelho ou de qualquer outra cor, mas não servirão para exibir espetáculos teatrais tradicionais. Não servirão simplesmente porque não haverá mais espectadores dispostos a sair de casa para assistir às comédias ou dramas de palco. O modelo de teatro grego morreu e muita gente ainda não percebeu.

Teodomiro Parreira Santiago
Uberlandense
Estudante de Artes no Rio de Janeiro

Que coisa, não?!!! Agora leia o meu texto abaixo...!


29-04-2009

Teatro, sim! [2]

Apesar de ser muito otimista, já disse a mim mesmo várias vezes: “Não se espante com mais nada nesta vida”. Mas, está aí uma meta que não consegui levar adiante, pois na ação cotidiana de ler este jornal, no dia 23/4/2009, me deparei com o título “Teatro Moderno”, nesta coluna, posso afirmar que espanto foi a palavra mais simplória que me veio à mente. No texto insípido, o autor que se apresenta como estudante de Artes faz previsões aterradoras sobre a arte teatral na atualidade, tais como: “Em pouco tempo, não haverá mais apresentações de peças teatrais em palcos armados como ainda acontece hoje em dia. A exibição física de atores em palcos está para acabar definitivamente porque, simplesmente, as pessoas não irão mais ao teatro”.

Em um dado momento, movido por uma imensa vontade de acertar, ele afirma: “Em breve poderemos assistir, no Brasil, em um aparelho de TV digital ou em uma tela armada em nossa casa, a um espetáculo no Teatro Scala de Milão ou na Ópera de Paris. Tudo digitalizado. O teatro convencional caminha para o fim inevitável”.

Bom, isto tudo me remete a um artigo que escrevi há quase um ano, onde a indagação que fiz cabe exatamente para a nossa reflexão, será o nosso sistema educacional o culpado? Ou se trata de uma alienação resultante da cultura de massa? Ou ainda de uma completa negação de toda a história do ser humano no planeta? Acho intrigante como estão subestimando a arte do teatro com a chegada da TV digital, parece que tal salto tecnológico também tem o poder de substituir o fenômeno teatral em si e de trazer à tona a experiência de troca que só o teatro pode proporcionar. Na Universidade Federal de Uberlândia há um curso de Teatro, sim, isso mesmo, um curso superior em que se formam licenciados e bacharéis, não só aqui como em tantos outros lugares do País e do mundo, então se deve ter cautela para afirmar que as pessoas não vão mais ao teatro ou que seu fim está decretado como algo indelével. Reflita sobre.

Quero parabenizar o CORREIO de Uberlândia por manter este espaço tão democrático aos leitores, onde podemos opinar e nos enriquecer com as opiniões apresentadas, mesmo que não sejam equivalentes às nossas.

Eduardo Humbertto
Estudante universitário
Uberlândia (MG)

sábado, 25 de abril de 2009

Devaneio.


Tem imagem que diz mais que mil palavras, interessante, não?!...

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi..."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cá estou!


Então, tomei vergonha na cara e vim postar algo nesse blog. hahauhauhauhuah.
Bom, pensando em um assunto interessante e legal, fui buscar referência numa postagem que fiz com o título "Quanto mais conheço o Homem, mais admiro os cachorros” do dia 12 de março, atualmente já não estou mais revoltado com as pessoas, mas não confunda a minha posição como conformismo, apenas resolvi aceitá-las como são, mas desde que me aceitem como sou tbm... não tenho a pretensão de mudar ninguém, um dia já tive, mas hoje aceito tudo tão numa boa...!
A maturidade e o tempo vão nos trazendo elementos preciosos para nossa própria qualidade de vida, ou não dependendo de cada indivíduo, saber diferenciar amizade de coleguismo, entender nas entre linhas quem realmente te quer bem, e mais ainda saber trocar com o outro seja nas pequenas coisas, isso sim é estar bem.
Estou passando por um momento de extrema seleção de seres que me fazem bem e que quero sempre comigo, acho que todos passam por esse momento na vida, acho até que é inevitável... então, eu digo abrace quem você quer bem e puder hoje... amanhã pode ser tarde.
Eu prometo voltar com textos mais elaborados e com menos pessoalidades minhas.
Para fechar, dedico a você (leitor (a), amigo (a), colega, fã, curioso (a) que me visita e que me considera de alguma maneira este texto do Drummond... é o que eu realmente desejo a você....

Desejo a você


"Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Para não dizer que eu não escrevi..."

Há muito que não escrevo aqui, por vários motivos, falta de tempo, viagens, às vezes falta de inspiração, quantas e quantas vezes cheguei aqui para escrever e na hora de escrever não saía nada... é complicado!... mas agora estou aqui, depois de duas semanas totalmente loucas e cheias de experiências positivas.
Hoje não tenho um assunto em específico, mas a vontade de comunicar é muito grande, quero falar tanta coisa ao mesmo tempo que me perco no mundo das idéias... hehe.
Vou tentar me organizar e depois volto com conclusões mais palpáveis...

Pensamento de hoje: "Viajar é muito bom, mas voltar pra casa com todas as lembranças é melhor ainda."


Rio de Janeiro, 29 de março de 2009.
Igreja Nª Srª da Candelária.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vivências do dia de hoje.

Essa semana, apesar de muito corrida e com muitos afazeres, eu tirei para mim, abri mão de aulas para fazer duas oficinas que realmente só me fazem agradecer a Deus pelos encontros que tive... tanto na oficina 'Sambas, Sambinhas e Sambacanas' com a encantadora cantora Babaya quanto na oficina 'Música de Corpo e Alma' com o simpático cantor Anthonio (que termina amanhã)...
São momentos que eu parei um pouco de preocupar com coisas banais e me concentrei em mim, e no que estava vivendo.
Hoje fechamos a oficina 'Sambas, Sambinhas e Sambacanas' com um agradável show de Samba no Bloco 3M da UFU, experiência única, e inesquecível foi estar no palco com um grupo de pessoas super gente fina e cantando o melhor do samba, tinha momentos que eu não acreditava que eu estava ali vivendo aquilo, foi mágico e transformador, alimentou mais a minha fome por samba, pelo Brasil, pela minha brasilidade, pelas minhas raízes... me apropriei de vez do que também é meu...
Agradeço à Babaya e ao Anthonio por através dessas oficinas me proporcionar tais experiências e por querer estar junto de nós, isso tbm é muito importante de ser falar...
Estou muito bem comigo, e após tantas coisas boas juntas, fica o lado ruim que é ter terminado... mas de que nos vale a memória e a afetividade, senão para nos fazer reviver tudo o que guardamos com carinho no coração?... Guarde sempre seus momentos, e lembre deles periodicamente para nunca esquecer.



Cortejo do samba na UFU, na imagem estamos eu e Babaya.


Oficina 'Música de Corpo e Alma' com Anthonio.

quinta-feira, 12 de março de 2009

"Quanto mais conheço o Homem, mais admiro os cachorros..."



Uma frase importante que li essa semana e quero trazer para nossa reflexão: Pessoas inteligentes discutem idéias, pessoas medianas discutem fatos, E PESSOAS MEDIOCRES FALAM E CUIDAM DA VIDA ALHEIA!.
Não sei de quem é essa frase, mas gostaria de saber... é de uma capacidade absurda de síntese do ser humano.

Nos últimos tempos tenho me atentado a analisar as relações humanas, e sinceramente, é uma coisa que enlouquece qualquer um. Não tenho nenhum embasamento técnico ou científico para afirmar o que vos falo, mas possuo o mais importante que é a 'experiência prática'... vivo na pele - e acredito que todos vocês - o que o ser humano é capaz de fazer tanto para o bem quanto para o mal, as relações hoje estão arruinadas, e isso trás o notável motivo de valorizarmos os verdadeiros amigos, as pessoas que nos respeitam e que realmente querem crescem junto conosco, essa é a grande dificuldade do mundo contemporâneo ---> encontrar pessoas assim.
Tudo está muito na cara e ao mesmo tudo muito obscuro, as pessoas usam as outras a bel prazer, e jogam fora quando não tem serventia mais, é apavaronte quando você se defronta com essa situação, mesmo não acontecendo com você. E o pior de tudo é que em nome de uma 'paz mascarada', todos abrem mão da personalidade e de valores para esbanjar 'sorrisinhos' e 'cumprimentos' que trazem o sub-texto: Não me importo nem um pouco com você. Não me excluo disso, eu confesso que em nome de uma falsa harmonia acabo de deixando levar por essa conveniência... mas me deixo levar tendo a consciência do que é verdadeiro e do que é falso, e de um tempo pra cá estou selecionando momentos, pessoas e oportunidades para extrair a verdade de cada coisa, chega de dissimulação barata.
Fico pensando se cada um cuidasse da sua vida e respeitasse os demais, que mundo nós viveríamos??? Pensa... bom, mas o que é importante hoje é as pessoas saberem com quem vc está trepando, o dinheiro que você ganha, a marca que você veste, o carro que vc anda e etc... enfim. Cadê o respeito ao ser que nós somos???
Nossas qualidades não importam? O que podemos oferecer de bom também não importa??? Isso me revolta.
Conversando com mais pessoas, vejo que estas obervações não estão somente no meu foco, mas tem pessoas que também estão atentas e se revoltam com isso.
E vc, o que me diz? Ou não diz nada?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Surpresa Agradável!

Já disse aqui em outras oportunidades, que o melhor de escrever, é encontrar pessoas que se identificam com o que vocês escreve, e nisso gerar um debate super interessante, isso definitivamente NÃO TEM PREÇO.
Em 11/02/2009 foi publicado um artigo meu no CORREIO de Uberlândia, sobre a revitalização do centro de Uberlândia e a possível demolição da Biblioteca Pública Municipal, foi um artigo que repercutiu muito positivamente, pois consegui mexer num ponto sensível de quem realmente tem amor e preocupação com Uberlândia.
A publicação desse meu artigo gerou, alguns dias depois a publicação de um outro, escrito pelo jornalista Alberto de Oliveira, que realmente me sensibilizou, não por reafirmar o que eu já havia dito, mas mostrar um outro lado da nossa história que não pode ser simplesmente apagado, como iria ser feito.

Disponiblizo abaixo o artigo de Alberto de Oliveira, que foi publicado na coluna 'Ponto de Vista' do CORREIO de Uberlândia do dia 19/02/2009.


ERA UMA VEZ UM ENGENHO...

“Lendo o CORREIO de 11/1/2009 concordei com o Ponto de Vista escrito pelo jovem Eduardo Humberto Ferreira, cujo título me chamara a atenção: Revitalização do Centro”

Já no primeiro tópico, aquele estudante me fez sentir satisfeito, por saber que não somos apenas nós pessoas mais antigas que nos preocupamos e gritamos por maior zelo administrativo para com os valores da antiguidade ou com aqueles que devam ser preservados como história. Logo pude entender que se tratava de um jovem de consciência bem formada a ponto de se interessar pelos bens de caráter histórico e que poderão indicar para as futuras gerações, como eram erguidas as antigas edificações; quais os materiais empregados nas construções ou para indicar quais as diferenças de vida, de cultura e progresso de um tempo para outro, em um mesmo lugar e mesmo por descendências de gerações. Dizia Eduardo Humberto, que “confesso que estava ansioso e com grandes expectativas sobre o projeto de revitalização do Centro de Uberlândia. Só não poderia supor a primeira grande intenção apresentada pela Prefeitura: demolir o prédio da Biblioteca Pública Municipal e, no lugar, construir um obelisco indicando o marco zero da cidade. Tenho apenas 19 anos de idade porém alimento o mesmo carinho e preocupação de um ancião com a memória e o futuro da nossa cidade, e com uma intuição que teima em rebaixar o meu otimismo pessoal, vislumbro um futuro desprovido de memória viva e uma grave falta de identidade que não merecemos ter. Uberlândia tem a vergonhosa tradição de desfazer-se de suas riquezas culturais, como uma cidade que nasceu no século 19 possui tão poucos resquícios daquela época? Sendo uma cidade que hoje desponta para o progresso desenfreado deveria manter viva a sua memória, seja ela nas pessoas, em seus costumes, arte e também na arquitetura, para no futuro ter algo a contar às gerações vindouras”. Gostei de ler o artigo “Revitalização do Centro”. Oportuno e bem lembrado por este jovem universitário. Tem nele muita coisa certa e própria para meditação, mas... tenho que ficar por aqui, se quiser ganhar um pouco do espaço. O sentimento pela história da cidade que tem este jovem de 19 anos, se emparelha com o meu próprio sentido pela preservação de nossas lembranças ou bens históricos. Mas, quero dizer uma coisa: por aqui “nestas bandas” sempre houve o costume de mexer no que já está feito, até mesmo sem querer saber se há ou não perdas e danos para os setores culturais etc. Lembro-me de um amigo que tocava um bom engenho de cana. Era um setor industrial de tradição. Dizia ele ser o mesmo muito velho e que ia vendê-lo. Assim o fez, mas o dinheiro arrecadado só deu para comprar um carrinho velho de garapa... aquele mesmo, que ficava à porta da Escola Estadual... Também, depois que derrubaram o prédio do Fórum, para então construir a falida Minascaixa, veio a construção da praça Sérgio Pacheco. O paisagista Burle Marx, chamado pelo prefeito Renato de Freitas, construiu lá um jardim de inverno - beleza pura, mas... com a vinda de um outro grande prefeito, o saudoso Virgílio Galassi, este mandou passar o trator por cima. O povo, como de costume, pagou a conta calado que nem carneiro no fundo do corredor...

Alberto de Oliveira
Jornalista
Uberlândia (MG)