terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sentimento russo


Ouço muito bem,
já não tocam mais
os sinos de Saint Petersburg.
Com o vestuário da mudez
usaram o livre arbítrio.

sábado, 24 de agosto de 2013

Deveras









A intuição se envaideceu
da desilusão que
deveras foi anunciada.
Só ela sabe como isso termina
                                         [ponto final]

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Embaixada


A noite toda foi de rock,
na manhã fria e cinzenta,
minha alma encarnada era umas das poucas
que circulavam nas ruas do centro.

Sem sono anterior,
vaguei com invejável atenção,
senti a arquitetura,
respirei possibilidades,
visualizei os sonhos verdadeiros.

Na cabeça tocava Barão Vermelho,
um pingue-pongue entre passado e futuro
travava uma disputa justa...
Por fim, atualizei minhas potências
em frente a Embaixada dos Estados Unidos da América.

O futuro venceu,
o passado reconheceu,
e o presente se compadeceu.
O que aconteceu depois?
Ah, o domingo e o seu silêncio.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Reticente


O sonho foi apenas visual. 
Nenhuma palavra foi dita. 
Nossos olhos, em um raro momento de proximidade, 
escreviam tratados de distância e falsa sinceridade.
[Reticências]

domingo, 24 de março de 2013

A cultura da desilusão


Até que ponto podemos manter uma ilusão latente sobre os nossos anseios quando constantemente somos frustrados, desconsiderados e ridicularizados?


Quando decido escrever sobre algum tema, seja ele qual for, prefiro sempre lançar o meu olhar sobre a etimologia da palavra, a curiosidade aponta para o que aquele termo escolhido tem a falar na sua essência. É um caminho surpreendente, pois a partir das definições primárias, a minha capacidade de reflexão se potencializa e a oportunidade de compartilhar com o leitor ganha um poder incalculável.
Após alguns dias de intensa observação e também de análise das muitas experiências dos últimos anos, quiçá de uma vida inteira, tenho percebido que dois vocábulos diferentes na significação estão não somente andando de mãos dadas, como muito bem casados, digo assim para trazer uma imagem poética da situação que no fundo me deixa preocupado, e, portanto, me faz escrever.
O nosso ponto de partida é a palavra “cultura”, do latim colere significa cultivar, é uma definição ampla na sua origem, mas que ao longo da história ganhou mais especificidades pelos grandes pensadores em suas devidas áreas, são ao menos 200 tentativas. Quero pensá-la aqui como um hábito, uma crença analisada e uma postura consciente diante do que vemos do mundo.
Outra palavra que acrescento nesta reflexão é “desilusão”, variante de ilusão que vem do verbo em latim illudo (divertir-se, recrear-se, também burlar e enganar). Iludir se configurou na língua portuguesa com o sentido de uma impressão enganosa ou ter a esperança de algo desejável. Sendo assim, posso definir desilusão como a perda temporária ou definitiva desta esperança, independentemente do grau, há sempre a presença da decepção, uma palavra calejada e muito conhecida quando o assunto é conquistas culturais e suas atribuições em todos os âmbitos.
Até que ponto podemos manter uma ilusão latente sobre os nossos anseios quando constantemente somos frustrados, desconsiderados e ridicularizados? Posso acreditar que haverá crescimento moral, intelectual, físico e até mesmo espiritual do ser humano com teatros fechados, interditados, inacabados ou em ruínas? Difícil. Existe a possibilidade de artistas de todas as áreas serem respeitados, ouvidos e dignificados? Ainda não a vejo. As instituições das diferentes esferas (federal, estadual, municipal e iniciativa privada) algum dia conseguirão dialogar, negociar, ceder, oferecer e promover a arte e a cultura¿ Um “talvez” muito tímido grita dentro de mim. O dinheiro público será respeitado como deveria quando o destino dele for para obras e projetos culturais? A dúvida é sempre maior.
Mergulhado nestas e outras tantas questões relacionadas me autodiagnostiquei com a moléstia que denomino “cultura da desilusão”, porém terei chances de cura quando não usarem a cultura para autopromoção de governos, quando um professor de artes for respeitado por alunos, pais e outros professores, quando todos os espaços culturais estiverem em pleno funcionamento, quando um artista recém-formado em universidade tiver perspectivas de trabalho, quando a população não for mais enganada com falsas beneces, trapaceada e subestimada na sua credulidade de dias melhores, e mais ainda, quando a arte e cultura não forem tratadas com migalhas pelos que têm a ilusão de não precisarem dela para evoluir suas almas. Até quando vai perdurar essa desilusão catastrófica? Existe mesmo a cura? Que a luta nos seja o remédio.

Eduardo Humbertto
Uberlândia (MG)
eduardohumbertto@hotmail.com

FONTE:
Jornal CORREIO de Uberlândia
http://www.correiodeuberlandia.com.br/pontodevista/2013/03/24/a-cultura-da-desilusao/

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O que há de mais sagrado


Poema do amigo e poeta Bruno Gaspari.
Visitem o blog dele, o conteúdo é de alta qualidade. RECOMENDO!
http://bs-bg.blogspot.com.br/

Curtam no Facebook a página: Poeticamente Falando, e receba as atualizações de amigos poetas
http://www.facebook.com/poeticamente.falando1?fref=ts

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Poema do Pranto



Edição: Bruno Gaspari
Publicado em: Poeticamente Falando (Facebook)
Link: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=222425584560980&set=a.197098350427037.51791.194948743975331&type=3&theater

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vocalidades

Por Eduardo Humbertto

As palavras pecam
pelo excesso de sinceridade.
Como um ‘repeat’ quebrado
as facetas de uma mesma voz
me enlouquecem...

As nuances trazem
a fragilidade como sub-texto,
e mais uma vez
acredito em tudo,
atribuindo um atestado de
                                        [confiança].

O tempo, o vento e a vida
não permitem que as palavras fiquem,
apontam para o lado
                               [oposto]
e esperam a minha reação.

Ah! Se ao cessar dos olhos
o silêncio fosse pleno.
Não foi, não é e nunca será.
O que é vivo no coração
lateja por todos os poros em ondas sonoras de esperança.

* Poema finalista no Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade 2011 - SESC-DF. 
* Vai integrar a  Antologia do Prêmio com publicação prevista ainda em 2012.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Alívio

Por Eduardo Humbertto


Hoje me permito
questionar o que se passa,
observo um objeto que
 sempre esteve aqui
                              [e por tempos desprezado].

O empoeirado é um atrativo,
as folhas em branco pedem atenção,
preencho o bloco do poeta e,
venero aquela que chega, a inspiração.

Escrever sempre será
o meu impulso primeiro,
nunca pontual ou autoritário,
de atravessar as fases e...
                                       [saborear os sentidos].

Com a coragem, antes ausente,
 busco a firmeza dos rascunhos,
este combinado de lápis e madeira pálida,
que escondem o que senti um dia e
                                                     [ficou eterno].

sábado, 25 de agosto de 2012

O teatro de rua faz história no bairro Fundinho

HUMBERTTO, Eduardo. O teatro de rua faz história no bairro Fundinho. Jornal Fundinho Cultural. pg 10. Agosto/2012, Ano IX. Uberlândia-MG.

Fotografia: Simone Guaratto

            O sol vibrante e o frio surpresa foram os ingredientes de uma tarde mágica na Praça Clarimundo Carneiro, dentro da programação do Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares – 4ª Edição, o bairro Fundinho foi o palco de um dia histórico para o teatro na cidade e toda a região.
              O Grupo Tá Na Rua (RJ), um dos mais importantes e tradicionais do país no que diz respeito ao teatro de rua e referência também no exterior, presenteou a comunidade uberlandense com a apresentação do espetáculo “A Revolta de São Jorge Contra Os Invasores da Lua”, que ocorreu após um Cortejo Teatral no centro da cidade, findando-se na Praça Clarimundo Carneiro. Seus mais de 20 atores contaram a história da chegada do homem à lua e como São Jorge reagiu a esta invasão em seu território, com muita música e guiados pelo diretor/narrador Amir Haddad, grande nome das artes cênicas no Brasil, os atores encenaram a fábula com alegorias, muita expressividade, contato direto com o público e entusiasmo contagiante.

                 O Festival Latino Americano de Teatro Ruínas Circulares é uma realização da Universidade Federal de Uberlândia, e em sua quarta edição trouxe o tema: O Teatro e a Rua. Foi também um momento de prestar homenagens a personalidades do teatro brasileiro: a atriz Ana Carneiro (Professora do Curso de Teatro/UFU) e ao ator e diretor Amir Haddad, ambos são membros fundadores do Grupo Tá Na Rua há 32 anos.

                  As atividades do festival foram espalhadas pela cidade dando possibilidade de acesso para grande parte da população, e claro, o bairro Fundinho mais uma vez foi protagonista de momentos que só a memória tem a capacidade de recriar e guardar para a posteridade.

Eduardo Humbertto
Graduado em Teatro pela
Universidade Federal de Uberlândia
________________________________________________

Confira a versão impressa do Jornal FUNDINHO CULTURAL, pode ser encontrado em diversos pontos da cidade.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

[BUDDHA...]


"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o." (Buddha)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ELIS: A chama ainda não se apagou


Por Eduardo Humbertto


Há exatos 30 anos, o Brasil era surpreendido com a notícia de sua partida, findava-se ainda no auge de talento e juventude, uma carreira brilhante e singular. ELIS REGINA CARVALHO COSTA, a “Pimentinha”, ou simplesmente “Elis” como preferir, se foi em tempos férteis da música brasileira, onde ela era a maior, inquestionavelmente, e o tempo teima em não dizer o contrário, mesmo após três décadas de ausência física. Me refiro assim, pois ela está presente, viva, jovem, radiante em sua melhor forma até hoje. Talvez seja esse o consolo por se morrer tão jovem e no auge do estrelato.

Não quero somente reforçar elogios à Elis e me perder em adjetivos batidos, mas me posicionar como defensor da memória artística e cultural do Brasil, que muitas vezes não é tratada como o tesouro imaterial que é, com raras exceções. Guardar a memória de um artista é preservar o retrato de uma época, de um sopro de vida em algum lugar do tempo que não coube apenas à época que pertenceu. Elis Regina é um exemplo disto, viveu intensamente uma carreira de poucos mais de vinte anos, que se desdobrou ao longo do tempo, chegando aos dias de hoje ainda como referência a ser alcançada.

Na tentativa de preservar sua memória e contribuição, somos convidados a redescobri-la, o que acontece naturalmente, devido à quantidade e qualidade do repertório que Elis gravou. Passando das mais conhecidas (Fascinação, Maria Maria, Como Nossos pais, O Bêbado e a Equilibrista, Águas de Março, Atrás da Porta), chegando para as menos conhecidas do grande público e com qualidade equivalente (20 anos Blues, Querelas do Brasil, Mestre Sala dos Mares, Agora tá, O rancho da goiabada, Marcha da Quarta-feira de Cinzas, Corrida de Jangada, Sabiá, Na Batucada da Vida, Caxangá, Velha Roupa Colorida, Meio de Campo etc), a cada nova descoberta de pedaços de um repertório tão extenso é como se ela ainda estivesse produzindo, viva como nunca, alimentando a admiração de fãs apaixonados pela música que só ela pôde transmitir com tamanha verdade e entrega, características estas, que mais admiro em um artista, verdade para lidar com a arte e entrega para fazer dela um ofício atemporal.

Este ano, em memória dos últimos 30 sem Elis, será um período de homenagens, relançamentos de discos raros, realização de uma exposição itinerante que passará pelas principais capitais, e apresentação de cinco shows de Maria Rita cantando músicas do repertório da mãe, algo ainda inédito e que promete grandes emoções. Elis se foi cedo, mas deixou uma legítima representante do talento, semelhante na aparência e na voz, mas com personalidade própria. 30 anos depois, Elis é uma chama que ainda não se apagou, e que ainda vai iluminar futuras gerações inspirando brilhantismo e personalidade. VIVA A MÚSICA BRASILEIRA.

"A voz continua, viva e límpida. Continua nos discos e nas fitas. E ainda mais viva e mais límpida na nossa saudade." Luiz Fernando Veríssimo

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

2011: O ano em que me tornei gente grande

Eu tenho muita coisa para compartilhar, não queria ser injusto e deixar passar detalhes de um ano tão importante na minha trajetória como foi 2011. Foi o tempo de muitos acontecimentos, amadurecimentos, decepções, extrema felicidade e tristeza também da mesma forma. Vivi vários tempos dentro de apenas (quase) 365 dias que só agora estão se findando, a impressão que fica é que foram bem mais do que isso, perdi a noção do tempo várias vezes, e esta foi apenas uma das peculiaridades do Sr. 2011.

Quero muito fugir dos clichês e também da pieguice característica que podem emporcalhar registros como este, sendo assim, tentarei discorrer um pouco sobre os fatos/momentos mais importantes.

Pra quem sempre reclamou por não ter férias, janeiro e fevereiro foram cruéis por terem sido tão tediosos, apesar de que paralelamente, já estava me preparando para iniciar a minha montagem de formatura “As Bruxas de Salém”, juntamente com os meus nobres colegas que fecharam 2010 comigo em temporada com o espetáculo “FIM DE PARTIDA”, de Samuel Beckett.

Neste começo tive um surto criativo e escrevi muito, principalmente poemas, surgiram coisas interessantes e outras nem tanto. Isso se deu, devido à abertura da minha escuta interna, tudo que acontecia prendia a minha atenção e automaticamente era desencadeado um processo de análise muito forte, e isto me serviu de subsídio para escrever, expus nos meus escritos sentimentos crus e muito verdadeiros. A vida foi se mostrando como ela é ou deve ser na sua essência, as pessoas vão passando pela peneira da seleção natural, fato este que me deixou muito assustado, muitas não atravessam a peneira por opção. Chega até a ser chocante em alguns casos, mas tudo bem, a vida é assim mesmo, e como bem diz aquela música de Milton Nascimento "tem gente que chega pra ficar, tem gente que vai pra nunca mais", e assim vou seguindo tentando olhar pra frente mas não deixando totalmente de olhar o que passou.

Tantas coisas boas aconteceram na minha vida, um milhão de oportunidades de ouro todas ao mesmo tempo, temi até não conseguir suprir todas, mas a minha força foi se renovando a cada desafio. Se 2010 foi um ano das maiores oportunidades que me surgiram, 2011 em seus três primeiros meses já me deixava sem fôlego.

O teatro mais uma vez foi o meu apoio mais sincero, apesar de ser o que mais me exigiu, por outro lado, também foi o que mais me consolou nas minhas lamuriações. Experienciei o processo mais intenso que ele pôde me proporcionar até hoje, montar "As Bruxas de Salém" não poderia ter vindo em momento melhor, no que diz respeito à significação que isso sugere a mim particularmente, caçar as bruxas em si mesmo e nos outros foi uma tarefa surpreendente em todos os sentidos.

Paralelamente, ao processo de montagem no teatro (daqui a pouco retomo mais detalhes), recebi alguns reconhecimentos literários importantes, e pude participar de duas antologias publicadas em São Paulo-SP, uma pela Scortecci Editora e outra pela BELACOP Livros, recebi alguns exemplares em casa e compartilhei com familiares, amigos e admiradores do meu trabalho. E agora no final do ano, obtive mais um reconhecimento através do Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade, fui um dos finalistas e vou integrar, juntamente com mais 34 autores selecionados, uma antologia do prêmio prevista para o ano que vem, e que terá publicação em Brasília, promovida pelo SESC-DF.

Voltando agora um pouco no calendário, em abril organizei uma aula de campo da faculdade em São Paulo-SP. Tudo começou ainda nas férias letivas de janeiro/fevereiro, ter novamente um contato com o Armazém Cia de Teatro já era uma necessidade desde o arrebatador "Inveja Dos Anjos", a partir da minha idéia inicial, movi tudo para que se tornasse realidade.
Mobilizei pessoas a fim de compartilhar comigo tudo que um grupo de teatro tem de melhor a oferecer: Teatro em estado puríssimo.
Foram dias e mais dias de produção, contatos, reservas, pagamentos, confirmações, envios, recebimentos, enfim, tudo que uma produção vitoriosa tem que passar para merecer ser chamada de vitoriosa. Pude conferir o espetáculo "Antes da Coisa Toda Começar", novo trabalho do Armazém Cia. de Teatro, estar com eles foi o que me motivou a organizar e articular a ida a São Paulo. E mais ainda foi sentir que todo o esforço valeu a pena.
Uma das grandes surpresas da noite, foi o presente que recebi do diretor Paulo de Morais, um DVD do espetáculo "Inveja Dos Anjos", na hora fiquei sem palavras, sem ação, porém, muito emocionado com a atenção e carinho do grupo comigo. É uma coisa que nunca mais sai da minha memória, seja enquanto artista ou enquanto pessoa. Quero muito agradecê-los, deixando claro mais uma vez a minha admiração por todos eles, e que continuem nos presenteando a cada trabalho.

Retornei a Blumenau em julho, para mais uma edição da Jornada Latino Americana de Estudos Teatrais, promovida pela Universidade Regional de Blumenau, foi apresentar o pôster intitulado: “Formação de Espectadores, o teatro de rua como possibilidade de formação de espectadores na cidade de Uberlândia”, sob orientação da Profª Drª Ana Carneiro. Foi mais um momento importante de troca e diálogo com as pesquisas em teatro que estão acontecendo atualmente no Brasil e na América Latina. O frio foi um presente à parte, afinal nunca tinha pegado 2ºC. Experiência única.

De aniversário ganhei a minha CNH, depois de tempos com tantos entraves, finalmente a conquistei, finalizando um processo de muita baixaria, falta de respeito e extorsão feitos por uma auto-escola renovada da cidade. Enfim, deixei para que a vida cuidasse disso, e acho que foi a melhor escolha. Procurei uma outra auto-escola que realmente valesse a pena e finalmente, o documento veio no momento em que eu mais precisava. Graças.

Voltando ao espetáculo “As Bruxas de Salém”, estreiamos como convidados no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, dentro da Mostra das Escolas Mineiras de Ensino Superior, dia 19 de julho às 20h, nos palcos do Teatro Ouro Preto, o trabalho foi mostrado pela primeira vez, contamos com um público presente e muito atento. Estar ali foi um presente, para todos do grupo, pois lutamos muito para que o espetáculo acontecesse, abrimos mão de férias, finais de semana, contato com a família, relacionamentos, enfim, para nos dedicarmos ao trabalho, e com certeza fomos recompensados. Voltamos para Uberlândia, e fizemos uma temporada muito positiva, com grande participação do público da cidade, principalmente o não-acadêmico. Dificuldades apareceram aos montes, mas o grupo soube contorná-las com muita atenção e disponibilidade, e fizemos valer a nossa intenção que era mostrar o trabalho o maior número de vezes possível.

2011 também foi o ano dos grandes presentes, em setembro entrei em um avião pela primeira vez para realizar um sonho, que num primeiro momento até considerei um pouco de loucura, mas que resolvi lutar para que se tornasse algo real e concreto. Cheguei ao Rio de Janeiro para presenciar o maior Festival de Música do Mundo, o 'ROCK IN RIO', oportunidade única e marcante. Na noite do dia 24/09 juntamente com mais de 100 mil pessoas vivi o melhor show da minha vida com o RED HOT CHILI PEPPERS, ao vivo e a cores televisionado para o mundo inteiro. Enfim, é muito impactante ter noção de ver um sonho se realizando na sua frente como foi estar no Rio e envolto a tudo que foi aqueles dias.
Por isso defendo que devemos sonhar sim, mas acima de tudo lutar para que os nossos sonhos se tornem reais, ter essa experiência me trouxe muita consciência nesse sentido. Acreditar e lutar são os ingredientes principais para uma coisa que grande parte das pessoas buscam em todos os setores da vida: REALIZAÇÃO.

2011 vai se finalizando, e junto com ele a minha graduação em Teatro. Após quatro anos e meio de muita luta, percalços, alegrias, surpresas, superação, tristezas, crises, indignações, brigas, mal-entendidos, belíssimas viagens, preciosas oportunidades etc, o meu tempo lá se esgotou, chegou a hora de buscar novos ares, novas pessoas, novas oportunidades e novas superações. E espero que 2012 traga isso embutido nos seus mistérios, e que daqui um ano eu possa estar aqui novamente contando tudo o que ele me aprontou, e considerando como saldo positivo, como foi 2011. Não consegui dizer tudo, mas a maior parte de tudo está aí, mesmo que talvez um pouco subliminarmente.
Termino com uma frase que resume o meu atual momento, e as minhas expectativas para o ano que vai se iniciar.

"Não sei onde vou chegar, só sei que estou no caminho."

E que venha o Sr. 2012. Modificar o que precisa ser modificado.
Forte abraço a todos.

domingo, 27 de novembro de 2011

"A Pantera e o Garotão", uma noite em memória do Teatro Brasileiro

Olá amigos...
Venho compartilhar com vocês mais uma grande experiência que vivi esta semana em viagem a Brasília, tive o privilégio de conhecer a atriz MARIA ALICE VERGUEIRO. E claro, o "Tapa na Pantera" foi apenas um dos trabalhos da grande atriz que ela é com mais de 50 anos de atividade. Melhor do que estudar a história do Teatro Brasileiro no século XX, é ouví-la de quem a presenciou e fez parte dela. Conheci o projeto 'Mitos do Teatro Brasileiro' no CCBB-DF, patrocinado e apresentado pelo Banco do Brasil e Ministério da Cultura, este especificamente em homenagem à Dina Sfat, com as participações especiais de Edney Giovenazzi e claro, da Maria Alice que conviveram e trabalharam com Dina, depoimentos emocionantes e cheios de detalhes que a história muitas vezes não conta.

Maria Alice me recebeu com tamanha disponibilidade e atenção que me impressionaram, conversamos um pouco e claro, não poderia deixar de registrar esse momento.

Enfim... o grande barato disso tudo é poder entrar com contato com as gerações que nos antecederam, devemos sempre recorrer à memória dos que vieram antes de nós para buscar o entendimento de nós mesmos, precisamos desse contato, mesmo que talvez não ocorra pessoalmente como tive a sorte, mas temos algumas possibilidades interessantes (livros, entrevistas, biografias, depoimentos etc).

VIVA O TEATRO E OS SEUS ENCONTROS!
VIVA A MEMÓRIA DO TEATRO BRASILEIRO!

sábado, 5 de novembro de 2011

Nova fase!

Estou inaugurando uma nova fase do blog "ESCREVER PRA VIVER", e para comemorar um design novo foi pensado e colocado em prática pra facilitar a leitura e navegação.
2012 vem trazendo muitas novidades, ao poucos vou compartilhando com vocês, e aumentar a minha produção bibliográfica é um compromisso com todos vocês que me acompanham.

Um abraço e aguardem os próximos posts.

domingo, 9 de outubro de 2011

Prêmio Literário!


Resultado - Prêmio SESC de Poesia Carlos Drummond de Andrade

Adolfo Boiça Moinhos - Aracnocilia - MG
Carlos Eugênio da Silva Rêgo - Enredo cortado em vários pontos - DF
Cristopher Zandoná Schneider - Beleza Esquecida - RS
Daniel Retamoso Palma - Ventanas - RS
Denivaldo Piaia - Benditos os frutos - SP
Éder Rodrigues - Eternamente Manoel - MG
Eduardo Humberto Ferreira - Vocalidades - MG
Felipe Fernandes Freitas - Pequena Retratação - DF
Francinilto Batista de Almeida - Lições de Vida - CE
Francisco Alves Gomes - O riso e o louco - DF
João Elias Antunes de Oliveira - Herança - DF
Jorge Amâncio - Página 13 - DF
José Carlos Santos Peres - A vida num tango - SP
Juliana Aparecida Moreira - Primeiras Lições - SP
Juliana Diniz Bernardo - Lapidar - SP
Leonardo Motta Tavares - Indigesto Irrecusável - DF
Luis Cunha Pimentel - A musa reclusa - RJ
Manuel Carlos Montenegro - JJ 3071 - BSB-POA - DF
Mara Lúcia Senna Oliveira Vieira - Estrada - SP
Márcio Davie Claudino da Cruz - Para viver uma grande dor - PR
Marcos Airton de Sousa Freitas - Férrea Estação - DF
Maria Margarete de Souza - De seabra à feira - DF
Mariane de Campos Severino - Utopia - SP
Morvan Ulhoa de Faria - O amor é transmitido de pessoa a peçonha - DF
Paulo Franco - A bica - SP
Paulo Gléri Bacedônio - Ventoavante - RS
Paulo Roberto da Silva Nunes - Horas de silêncio - DF
Paulo Sérgio Sena Santos - Criatura - DF
Paulo Sérgio Sena Santos - Sobre o tempo - DF
Reinaldo Ramos da Silva - Mesmo de mim - RJ
Ricardo Carranza - A lenda da Flor - SP
Rogério Luz - Ritual - RJ
Rosana Banharoli - Antagônico - SP
Rui Werneck de Capistrano - Brechó de Novidades - PR
Silvana Michele Ramos - Exploração - PA

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quando um sonho se torna realidade

Exatamente há uma semana atrás, eu entrei em um avião pela primeira vez para realizar um sonho, que num primeiro momento até considerei um pouco de loucura, mas que resolvi lutar para que se tornasse algo real e concreto.
Cheguei ao Rio de Janeiro para presenciar o maior Festival de Música do Mundo, o 'ROCK IN RIO'... oportunidade única e marcante. Na noite do dia 24/09 juntamente com mais de 100 mil pessoas vivi o melhor show da minha vida com o RED HOT CHILI PEPPERS, ao vivo e à cores televisionado para o mundo inteiro. Enfim, é muito impactante ter noção de ver um sonho se realizando na sua frente como foi estar no Rio e envolto a tudo que foi aqueles dias.
Por isso defendo que devemos sonhar sim, mas acima de tudo lutar para que os nossos sonhos se tornem reais, ter essa experiência me trouxe muita consciência nesse sentido. Acreditar e lutar são os ingredientes principais para uma coisa que grande parte das pessoas buscam em todos os setores da vida: REALIZAÇÃO.

"O ser humano é feito da matéria dos sonhos" - William Shakespeare

Compartilho com vocês um pedaço do que foi uma noite emocionante:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Águas da Alma


[Trecho do Poema]

[...]
Enxarco o rosto com água corrente,
crio a falsa sensação de desabafo,
sei que as lágrimas verdadeiras
estão se acumulando em algum lugar,
quero encontrá-las e dedicar confidências.

A poesia que agora fala por mim,
age por minúncias,
e antes da palavra final
o lápis perde a firmeza,
a vista embaralha,
uma lágrima escapa
e abraça o poema. [...]