sábado, 31 de outubro de 2009

Sábio Sartre.

Você acredita que existe inferno? Onde conseqüentemente você encontraria o Diabo, os Diabinhos, grandes labaredas, espetos, brasas, foles de couro, correntes, muito calor, e etc...

Ah... só te falo uma coisa, não alimente essa imagem, porque o verdadeiro inferno é aqui, são as relações, é o OUTRO que sempre faz questão de estragar tudo que de bom construímos...! Elevo Sartre de um filósofo importante para um sábio a quem devemos muito.

Sarte embuído pela maior verdade que a humanidade já viu, disse:
"O Inferno São Os Outros!", sendo assim vivo o inferno diariamente. E vc?

Indicação de leitura: "Entre Quatro Paredes" - de Jean-Paul Sartre.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Fundinho de Hoje e Sempre!


Por Eduardo Humbertto
Foto: Jorge H. Paul


O bairro que é objeto de nossa atenção a tantas edições deste jornal, nos é proporcionado redescobrir a sua memória nos detalhes mais saudosos, permeando docemente as nossas lembranças de um tempo que não volta mais, das pessoas, fatos, e causos que perduram através dos tempos. É com respeito e admiração que mais uma vez lançamos nosso olhar para este lugar que faz parte não somente da grande metrópole, mas acima de tudo da nossa história, temos em comum o bairro Fundinho como cenário dessa história que em partes pode ser contada em poucos minutos de passeio pelo lugar.
Hoje vejo o Fundinho como um quadro vivo que vai se modificando, gentilmente se adequando ao progresso, trazendo novas cores, rostos, histórias, idéias, construções, planos, e o entusiasmo que faz pulsar o coração da cidade, atraindo gente de muitas partes a fim de conhecer o aconchego que lhe é característico.
Tenho pouca idade, talvez por isso, busco muitas referências no passado para projetar o Fundinho no futuro, como será? Já parou para pensar? Quais os bens históricos que ainda estarão de pé daqui 50 anos? E as pessoas de agora serão lembradas? O carinho e atenção com o bairro serão os mesmo de hoje? Sou bastante otimista nestas questões, vislumbro um futuro com a total conservação do que temos hoje no que diz respeito à arquitetura e bens públicos, as pessoas que vivem aqui com certeza serão lembradas por terem cooperado na construção do bem estar comum. O carinho poderá ser até maior, devido ao referencial afetivo que o Fundinho se tornará também para as gerações vindouras. O bairro guarda muito mais do que a história da cidade, é guardião da alma de um povo, seu legado, seus costumes e suas conquistas.

FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 13. Outubro 2009 - Ano VI. Uberlândia-MG

domingo, 4 de outubro de 2009

FALTA! Um breve desabafo.


Minhas últimas tentativas em escrever algo que não seja tão óbvio simplesmente fracassaram, por outro lado me satisfaço lendo textos de outras pessoas que escrevem coisas simples de uma forma poética e que realmente faz sentido para mim.
Ando pensando em muitas coisas, e nesse devaneio de memórias, lembrei de pessoas... Ah... aí a coisa apertou de um forma que eu não esperava, me bateu uma saudade muito grande de tantas pessoas que passaram pela minha vida. Tanto pessoas que já partiram para outra dimensão, quanto os que estão tão pertos fisicamente, porém longe, essa distância afetiva é o que mais me dói. Talvez desculpas como a correria do dia-a-dia e a falta de tempo sejam usadas para "explicar" este estado, que chamo de EXÍLIO DE NÓS MESMOS.
Este é a grande questão que o Teatro e a arte como um todo anda me trazendo nos últimos tempos como reflexão, o nosso EXÍLIO pessoal, as muralhas que construimos em torno de nós mesmos impossíveis de serem alcançadas por quem quer que seja, não nos preocupamos nem sequer em responder os gritos que ouvimos vindos do outro lado dessa muralha... É incrível como podemos fazer ligações com a nossa vida em todos os campos - sentimental, profissional, familiar, afetivo e etc... Onde está a sua muralha? Quem você faz questão de não responder quando ouve os gritos?
Sei também reconhecer quando utilizo esse 'exílio' propositalmente dando importância para uma melhor qualidade das minhas relações com outras pessoas, há casos em que as muralhas são as minhas armas, sei reconhecer isso... talvez seja algo que tenho que melhorar ainda... mas vou caminhando sempre.
A falta que sinto de algumas pessoas é muito grande, do convívio, de compartilhar alegrias, vivências, companheirismo... mas a vida é isso, as pessoas vem e vão, é assim não tem jeito... tenho que dosar meu sentimentalismo com mais otimismo, e agradecer pelo fato dessas pessoas terem passado pela minha vida e que estão aí seguindo o seu caminho... Ah não sei de mais nada... só queria mesmo desabafar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aprendendo a jogar.

Elis Regina
Composição: G.Arantes

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura
Mas vale que dois voando
Se eu nascesse assim, ... pra lua
Não estaria trabalhando
Mas em casa de ferreiro
Quem com ferro se fere é bobo
Cria a fama, deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do lobo
Quem tem amigo cachorro
Quer sarna para se coçar
Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar

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Eu estou literalmente 'vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar.. hehe.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dos Amores e suas Desconstruções


Parei para pensar em como sua presença se tornou algo importante para mim. Me acostumei com as conversas nos banquinhos, regadas a risadas e comentários soltos. Nos falamos poucas vezes só nós dois, é verdade, mas talvez seja por falta de oportunidade, ou assim quer crer meu ego. Talvez tenha te idealizado um pouco, talvez tenha te dado muita importância, mas isso já perdeu qualquer relevância que porventura tivesse.

Embora tenha já passado pela turbulência dos primeiros passos, voltei forçadamente a engatinhar, me apoiando sobre frágeis joelhos, tremendo para não cair. Mas te digo, me chame pra jantar na sua casa, nem que seja miojo e goiabada. Me chame pra te ajudar no trabalho da faculdade, nem que seja pra fazer ditado. Me abrace, pra eu me sentir protetor e me dê uma risada pra eu me sentir completo. Deixa eu sentir sua respiração de perto e sua voz falando baixo, quase sussurrando. Ainda que discuta política monetária e teoria do valor com meus companheiros de bar, perto de você viro uma criança, pronta pra sorrir diante de uma careta ou pra se acabar em piadas prontas.

Me encante com seu jeito divertido, seu sorriso verdadeiro e seu olhar profundo e penetrante. Sua beleza é para mim um refúgio e sua voz é um calmante. Seu cheiro desconheço, nunca consegui roubar por alguns instantes alguma peça de roupa tua. Sua pele, um vago ideal no meu imaginário, nem sequer uma lembrança.
Diga o que quer, que te darei tudo que tenho. Diga que me quer, que te direi que te quero. Diga que me ama, que não direi mais uma palavra. E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais.
E se nada disso fizer, me deixe ao menos pensar em você e lembrar do dia em que, talvez, as coisas pudessem ter sido diferentes.

Autor: Gabriel.

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Este texto não é meu, mas traduz muito do momento que estou passando, aliás, às vezes já nem sei mais... mas gostei bastante da escrita, de como foi desenvolvida e do significado a que me trouxe.
Agradeço ao Gabriel, por me ceder este texto para ser publicado aqui.

É isso aí!... agora é comentar, galera.
=D

Bom fim de semana pra todos.

domingo, 21 de junho de 2009

Bolero de Ravel > Trilha de uma vida.


Sabe quando a sua vida desde muito cedo já tem uma trilha sonora? Mas não é uma trilha qualquer, é algo que transcende qualquer explicação, emoção, te coloca em um patamar inatingível e te mostra a real grandeza de existir. Assim, é o Bolero de Ravel na minha vida. Quando ouço automaticamente me desconecto do que é real e me permito transportar para um um lugar fantástico, onde tudo que é belo tem vez.

Bolero (Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel (foto). Originalmente composta para um Ballet, a obra, que teve sua première em 1928, é considerada a obra mais famosa de Ravel.

Quero compartilhar com vocês a cena do filme "Retratos da vida" do diretor Claude Lelouch, de 1981. Foi a cena mais emocionante que o cinema mundial já me mostrou. Só assistindo mesmo para entender a beleza dessa obra prima máxima da humanidade que é o Bolero de Ravel. Assistam esse filme, vale muito a pena.

http://www.youtube.com/watch?v=Tzzug1HLYQg&feature=related

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Delírio?




Ultimamente ando tomando conhecimento de quanto inconstante sou, é uma coisa que não era visível... ando lutando contra tanta coisa, mas quando penso que estou tendo um intervalo nisso tudo, vejo que não lutei nem com 1/10 do que ainda preciso lutar, é contra tanta coisa junta ao mesmo tempo. Às vezes acho que não vou dar conta, em outros momentos me transformo em um gigante para resolver os problemas e conseguir seguir em frente.

Tô triste...! Mas tentando disfarçar isso! O que é pior, não é?
E assim vou levando... uma hora bem, outras horas coisas me derrubam.
Mas o importante é conseguir superar cada momento ruim, não a situação em si, mas o momento que se está matutando ela é fundamental, se não a gente surta.

Se quiser me deixe um recado, nem que seja um "oi", deixe, pois vai me fazer bem.


Ouvindo: Diz que fui por aí - Fernanda Takai

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Publicação!

Venho dividir com vocês um texto meu que foi publicado ontem (29/04/2009) no CORREIO de Uberlândia, texto este que fiz para rebater um outro que foi publicado dia 23/04, então, primeiro leia o tal texto e o meu logo em seguida... é interessante para vermos a diversidade de visões que permeiam a humanidade... Grande abraço!

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23/04/2009

Teatro moderno

O fenômeno da tecnologia digital já varreu do mapa do mundo os discos de vinil, as fotografias, os filmes e começa a eliminar o teatro convencional. Em pouco tempo, não haverá mais apresentações de peças teatrais em palcos armados como ainda acontece hoje. A exibição física de atores em palcos está para acabar definitivamente porque, simplesmente, as pessoas não irão mais ao teatro.
Hoje se fala em teatro híbrido, cibernética e em outras técnicas digitais. As transmissões ao vivo pela web já começaram na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e em breve chegarão ao Brasil. O intuito desse sistema é ligar palcos e levar espetáculos às plateias de todo o mundo ao mesmo tempo. Em breve poderemos assistir, no Brasil, em um aparelho de TV digital ou em uma grande tela armada em nossa casa, a um espetáculo exibido no Teatro Scala de Milão ou na Ópera de Paris. Tudo digitalizado. O teatro convencional caminha para o fim inevitável. Ninguém mais vai precisar sair de casa para assistir a um espetáculo em teatro como no passado. Esse tipo de teatro e de espetáculo, com exibição de atores ao vivo, está praticamente no fim. Prédios, como o do teatro que está em construção em Uberlândia, vão se transformar em elefante branco, vermelho ou de qualquer outra cor, mas não servirão para exibir espetáculos teatrais tradicionais. Não servirão simplesmente porque não haverá mais espectadores dispostos a sair de casa para assistir às comédias ou dramas de palco. O modelo de teatro grego morreu e muita gente ainda não percebeu.

Teodomiro Parreira Santiago
Uberlandense
Estudante de Artes no Rio de Janeiro

Que coisa, não?!!! Agora leia o meu texto abaixo...!


29-04-2009

Teatro, sim! [2]

Apesar de ser muito otimista, já disse a mim mesmo várias vezes: “Não se espante com mais nada nesta vida”. Mas, está aí uma meta que não consegui levar adiante, pois na ação cotidiana de ler este jornal, no dia 23/4/2009, me deparei com o título “Teatro Moderno”, nesta coluna, posso afirmar que espanto foi a palavra mais simplória que me veio à mente. No texto insípido, o autor que se apresenta como estudante de Artes faz previsões aterradoras sobre a arte teatral na atualidade, tais como: “Em pouco tempo, não haverá mais apresentações de peças teatrais em palcos armados como ainda acontece hoje em dia. A exibição física de atores em palcos está para acabar definitivamente porque, simplesmente, as pessoas não irão mais ao teatro”.

Em um dado momento, movido por uma imensa vontade de acertar, ele afirma: “Em breve poderemos assistir, no Brasil, em um aparelho de TV digital ou em uma tela armada em nossa casa, a um espetáculo no Teatro Scala de Milão ou na Ópera de Paris. Tudo digitalizado. O teatro convencional caminha para o fim inevitável”.

Bom, isto tudo me remete a um artigo que escrevi há quase um ano, onde a indagação que fiz cabe exatamente para a nossa reflexão, será o nosso sistema educacional o culpado? Ou se trata de uma alienação resultante da cultura de massa? Ou ainda de uma completa negação de toda a história do ser humano no planeta? Acho intrigante como estão subestimando a arte do teatro com a chegada da TV digital, parece que tal salto tecnológico também tem o poder de substituir o fenômeno teatral em si e de trazer à tona a experiência de troca que só o teatro pode proporcionar. Na Universidade Federal de Uberlândia há um curso de Teatro, sim, isso mesmo, um curso superior em que se formam licenciados e bacharéis, não só aqui como em tantos outros lugares do País e do mundo, então se deve ter cautela para afirmar que as pessoas não vão mais ao teatro ou que seu fim está decretado como algo indelével. Reflita sobre.

Quero parabenizar o CORREIO de Uberlândia por manter este espaço tão democrático aos leitores, onde podemos opinar e nos enriquecer com as opiniões apresentadas, mesmo que não sejam equivalentes às nossas.

Eduardo Humbertto
Estudante universitário
Uberlândia (MG)

sábado, 25 de abril de 2009

Devaneio.


Tem imagem que diz mais que mil palavras, interessante, não?!...

"Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi..."

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cá estou!


Então, tomei vergonha na cara e vim postar algo nesse blog. hahauhauhauhuah.
Bom, pensando em um assunto interessante e legal, fui buscar referência numa postagem que fiz com o título "Quanto mais conheço o Homem, mais admiro os cachorros” do dia 12 de março, atualmente já não estou mais revoltado com as pessoas, mas não confunda a minha posição como conformismo, apenas resolvi aceitá-las como são, mas desde que me aceitem como sou tbm... não tenho a pretensão de mudar ninguém, um dia já tive, mas hoje aceito tudo tão numa boa...!
A maturidade e o tempo vão nos trazendo elementos preciosos para nossa própria qualidade de vida, ou não dependendo de cada indivíduo, saber diferenciar amizade de coleguismo, entender nas entre linhas quem realmente te quer bem, e mais ainda saber trocar com o outro seja nas pequenas coisas, isso sim é estar bem.
Estou passando por um momento de extrema seleção de seres que me fazem bem e que quero sempre comigo, acho que todos passam por esse momento na vida, acho até que é inevitável... então, eu digo abrace quem você quer bem e puder hoje... amanhã pode ser tarde.
Eu prometo voltar com textos mais elaborados e com menos pessoalidades minhas.
Para fechar, dedico a você (leitor (a), amigo (a), colega, fã, curioso (a) que me visita e que me considera de alguma maneira este texto do Drummond... é o que eu realmente desejo a você....

Desejo a você


"Desejo a você…
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Crônica de Rubem Braga
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Uma tarde amena
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Para não dizer que eu não escrevi..."

Há muito que não escrevo aqui, por vários motivos, falta de tempo, viagens, às vezes falta de inspiração, quantas e quantas vezes cheguei aqui para escrever e na hora de escrever não saía nada... é complicado!... mas agora estou aqui, depois de duas semanas totalmente loucas e cheias de experiências positivas.
Hoje não tenho um assunto em específico, mas a vontade de comunicar é muito grande, quero falar tanta coisa ao mesmo tempo que me perco no mundo das idéias... hehe.
Vou tentar me organizar e depois volto com conclusões mais palpáveis...

Pensamento de hoje: "Viajar é muito bom, mas voltar pra casa com todas as lembranças é melhor ainda."


Rio de Janeiro, 29 de março de 2009.
Igreja Nª Srª da Candelária.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vivências do dia de hoje.

Essa semana, apesar de muito corrida e com muitos afazeres, eu tirei para mim, abri mão de aulas para fazer duas oficinas que realmente só me fazem agradecer a Deus pelos encontros que tive... tanto na oficina 'Sambas, Sambinhas e Sambacanas' com a encantadora cantora Babaya quanto na oficina 'Música de Corpo e Alma' com o simpático cantor Anthonio (que termina amanhã)...
São momentos que eu parei um pouco de preocupar com coisas banais e me concentrei em mim, e no que estava vivendo.
Hoje fechamos a oficina 'Sambas, Sambinhas e Sambacanas' com um agradável show de Samba no Bloco 3M da UFU, experiência única, e inesquecível foi estar no palco com um grupo de pessoas super gente fina e cantando o melhor do samba, tinha momentos que eu não acreditava que eu estava ali vivendo aquilo, foi mágico e transformador, alimentou mais a minha fome por samba, pelo Brasil, pela minha brasilidade, pelas minhas raízes... me apropriei de vez do que também é meu...
Agradeço à Babaya e ao Anthonio por através dessas oficinas me proporcionar tais experiências e por querer estar junto de nós, isso tbm é muito importante de ser falar...
Estou muito bem comigo, e após tantas coisas boas juntas, fica o lado ruim que é ter terminado... mas de que nos vale a memória e a afetividade, senão para nos fazer reviver tudo o que guardamos com carinho no coração?... Guarde sempre seus momentos, e lembre deles periodicamente para nunca esquecer.



Cortejo do samba na UFU, na imagem estamos eu e Babaya.


Oficina 'Música de Corpo e Alma' com Anthonio.

quinta-feira, 12 de março de 2009

"Quanto mais conheço o Homem, mais admiro os cachorros..."



Uma frase importante que li essa semana e quero trazer para nossa reflexão: Pessoas inteligentes discutem idéias, pessoas medianas discutem fatos, E PESSOAS MEDIOCRES FALAM E CUIDAM DA VIDA ALHEIA!.
Não sei de quem é essa frase, mas gostaria de saber... é de uma capacidade absurda de síntese do ser humano.

Nos últimos tempos tenho me atentado a analisar as relações humanas, e sinceramente, é uma coisa que enlouquece qualquer um. Não tenho nenhum embasamento técnico ou científico para afirmar o que vos falo, mas possuo o mais importante que é a 'experiência prática'... vivo na pele - e acredito que todos vocês - o que o ser humano é capaz de fazer tanto para o bem quanto para o mal, as relações hoje estão arruinadas, e isso trás o notável motivo de valorizarmos os verdadeiros amigos, as pessoas que nos respeitam e que realmente querem crescem junto conosco, essa é a grande dificuldade do mundo contemporâneo ---> encontrar pessoas assim.
Tudo está muito na cara e ao mesmo tudo muito obscuro, as pessoas usam as outras a bel prazer, e jogam fora quando não tem serventia mais, é apavaronte quando você se defronta com essa situação, mesmo não acontecendo com você. E o pior de tudo é que em nome de uma 'paz mascarada', todos abrem mão da personalidade e de valores para esbanjar 'sorrisinhos' e 'cumprimentos' que trazem o sub-texto: Não me importo nem um pouco com você. Não me excluo disso, eu confesso que em nome de uma falsa harmonia acabo de deixando levar por essa conveniência... mas me deixo levar tendo a consciência do que é verdadeiro e do que é falso, e de um tempo pra cá estou selecionando momentos, pessoas e oportunidades para extrair a verdade de cada coisa, chega de dissimulação barata.
Fico pensando se cada um cuidasse da sua vida e respeitasse os demais, que mundo nós viveríamos??? Pensa... bom, mas o que é importante hoje é as pessoas saberem com quem vc está trepando, o dinheiro que você ganha, a marca que você veste, o carro que vc anda e etc... enfim. Cadê o respeito ao ser que nós somos???
Nossas qualidades não importam? O que podemos oferecer de bom também não importa??? Isso me revolta.
Conversando com mais pessoas, vejo que estas obervações não estão somente no meu foco, mas tem pessoas que também estão atentas e se revoltam com isso.
E vc, o que me diz? Ou não diz nada?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Surpresa Agradável!

Já disse aqui em outras oportunidades, que o melhor de escrever, é encontrar pessoas que se identificam com o que vocês escreve, e nisso gerar um debate super interessante, isso definitivamente NÃO TEM PREÇO.
Em 11/02/2009 foi publicado um artigo meu no CORREIO de Uberlândia, sobre a revitalização do centro de Uberlândia e a possível demolição da Biblioteca Pública Municipal, foi um artigo que repercutiu muito positivamente, pois consegui mexer num ponto sensível de quem realmente tem amor e preocupação com Uberlândia.
A publicação desse meu artigo gerou, alguns dias depois a publicação de um outro, escrito pelo jornalista Alberto de Oliveira, que realmente me sensibilizou, não por reafirmar o que eu já havia dito, mas mostrar um outro lado da nossa história que não pode ser simplesmente apagado, como iria ser feito.

Disponiblizo abaixo o artigo de Alberto de Oliveira, que foi publicado na coluna 'Ponto de Vista' do CORREIO de Uberlândia do dia 19/02/2009.


ERA UMA VEZ UM ENGENHO...

“Lendo o CORREIO de 11/1/2009 concordei com o Ponto de Vista escrito pelo jovem Eduardo Humberto Ferreira, cujo título me chamara a atenção: Revitalização do Centro”

Já no primeiro tópico, aquele estudante me fez sentir satisfeito, por saber que não somos apenas nós pessoas mais antigas que nos preocupamos e gritamos por maior zelo administrativo para com os valores da antiguidade ou com aqueles que devam ser preservados como história. Logo pude entender que se tratava de um jovem de consciência bem formada a ponto de se interessar pelos bens de caráter histórico e que poderão indicar para as futuras gerações, como eram erguidas as antigas edificações; quais os materiais empregados nas construções ou para indicar quais as diferenças de vida, de cultura e progresso de um tempo para outro, em um mesmo lugar e mesmo por descendências de gerações. Dizia Eduardo Humberto, que “confesso que estava ansioso e com grandes expectativas sobre o projeto de revitalização do Centro de Uberlândia. Só não poderia supor a primeira grande intenção apresentada pela Prefeitura: demolir o prédio da Biblioteca Pública Municipal e, no lugar, construir um obelisco indicando o marco zero da cidade. Tenho apenas 19 anos de idade porém alimento o mesmo carinho e preocupação de um ancião com a memória e o futuro da nossa cidade, e com uma intuição que teima em rebaixar o meu otimismo pessoal, vislumbro um futuro desprovido de memória viva e uma grave falta de identidade que não merecemos ter. Uberlândia tem a vergonhosa tradição de desfazer-se de suas riquezas culturais, como uma cidade que nasceu no século 19 possui tão poucos resquícios daquela época? Sendo uma cidade que hoje desponta para o progresso desenfreado deveria manter viva a sua memória, seja ela nas pessoas, em seus costumes, arte e também na arquitetura, para no futuro ter algo a contar às gerações vindouras”. Gostei de ler o artigo “Revitalização do Centro”. Oportuno e bem lembrado por este jovem universitário. Tem nele muita coisa certa e própria para meditação, mas... tenho que ficar por aqui, se quiser ganhar um pouco do espaço. O sentimento pela história da cidade que tem este jovem de 19 anos, se emparelha com o meu próprio sentido pela preservação de nossas lembranças ou bens históricos. Mas, quero dizer uma coisa: por aqui “nestas bandas” sempre houve o costume de mexer no que já está feito, até mesmo sem querer saber se há ou não perdas e danos para os setores culturais etc. Lembro-me de um amigo que tocava um bom engenho de cana. Era um setor industrial de tradição. Dizia ele ser o mesmo muito velho e que ia vendê-lo. Assim o fez, mas o dinheiro arrecadado só deu para comprar um carrinho velho de garapa... aquele mesmo, que ficava à porta da Escola Estadual... Também, depois que derrubaram o prédio do Fórum, para então construir a falida Minascaixa, veio a construção da praça Sérgio Pacheco. O paisagista Burle Marx, chamado pelo prefeito Renato de Freitas, construiu lá um jardim de inverno - beleza pura, mas... com a vinda de um outro grande prefeito, o saudoso Virgílio Galassi, este mandou passar o trator por cima. O povo, como de costume, pagou a conta calado que nem carneiro no fundo do corredor...

Alberto de Oliveira
Jornalista
Uberlândia (MG)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Procura-se!

"Cadê aquela companheira de sempre? Aquela que sempre esteve comigo nas horas mais críticas, que expulsava minha solidão a ponta-pé (s), inflava o meu ego de uma forma confortante e permitia que eu desabafasse passagens insensatas...

Enfim, sinto muito a falta dela...
Se uma dia ela voltar... ah... fico imaginando como vai ser... caso contrário será a minha perdição..."
[...]



Ouvindo: Canção Pra Você Viver Mais / Pato Fu

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Faz sentido pra você?

Acredito que este poema e esta música me definem HOJE, só HOJE.
Divirtam-se...

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RETRATO
Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?




Ouvindo: Smoke and Ashes / Tracy Chapman.
Composição: Tracy Chapman

I'd heard rumors and I'd heard talk
About the trail you'd left of broken hearts
About the sea of tears too wide to cross
But a little bad press has never scared me off
So I burned a path to figure out
How to get me some of what you got
I've got a red hot heart
If the talk is true your's is the same
And we should be together
And let our passions fan love's flame

When I looked for you I almost passed you by
You were so cool and calm I thought my friends had lied
But I thought so much reserve must make you wild inside
It was there and then that I knew I had to get some of what you
got

I've got a red hot heart
If the talk is true your's is the same
And we should be together
And let our passions fan love's flame

I thought I'd won your heart when I held you hand in mine
I thought it was true love the way we complemented each other
But my right is your wrong
And when you're right then I'm left with nothing
Your light and your heat have all been spent
Leaving only smoke and ashes
Only smoke and ashes baby

I've got a red hot heart
Any your heart's as blue as the blood in your veins
I say there's fire down below
You say it's only smoke and ashes baby

I'm crying all the time
Salty stinging tears
And mourning for the past carbon-dated years
But knowing now for certain that you were always right
Because if a breeze could blow you out of my life
It's only smoke and ashes baby
Only smoke and ashes baby

I've got a red hot heart
And your heart's as blue as the blood in your veins
I say there's fire down below
You say it's only smoke and ashes baby

I was blinded by devotion
My unwavering love for you
So blinded that I thought all your lies were true
But now I know for certain since you've gone away
It was just a smoldering fire I mistook for a blaze
Only smoke and ashes baby

I've got a red hot heart
And your heart's as blue as the blood in your veins
I say there's fire down below
You say it's only smoke and ashes baby
Only smoke and ashes baby, baby ...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Delírios de uma noite ingrata


Hoje me sinto fraco, há horas ensaio o início do meu desabafo, não consigo começar de uma forma decente mas vai assim mesmo. A minha cabeça à mil não consegue concluir um pensamento sequer, eles se entrelaçam de um jeito que me apavora e me deixa sob um leve desespero. Quero dizer tudo ao mesmo tempo, deve ser isso que me trava e acabo com a frustração como prêmio de consolação.
Mas hoje vai ser diferente, me propus a pelo menos tentar, recorro agora a quem ultimamente anda me entendendo de uma forma descarada, a poetisa portuguesa FLORBELA ESPANCA... este é um dos meus poemas favoritos, em sua obra como um todo ela pioneiramente deixa transbordar o lirismo, o erotismo e a liberdade, traz a solidão e a mágoa presentes em sua alma...

21/02/2009 - 02:32h


Desejos vãos
FLORBELA ESPANCA

Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a Árvore tosca e tensa
Que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol, altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras... essas... pisa-as toda a gente!