quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Eu tô tentando

Eu tô tentando largar o cigarro
Eu tô tentando remar meu barco
Eu tô tentando armar um barraco
Eu tô tentando
Não cair no buraco...

Eu tô tentando tirar o atraso
Eu tô tentando te dar um abraço
Eu tô penando
Pra driblar o fracasso
Eu tô brigando
Pra enfrentar o cagaço...

Eu tô tentando ser brasileiro
Eu tô tentando
Saber o que é isso
Eu tô tentando ficar com Deus
Eu tô tentando
Que Ele fique comigo...

Eu tô fincando meus pés no chão
Eu tô tentando ganhar um milhão
Eu tô tentando ter mais culhão
Eu tô treinando prá ser campeão...

Eu tô tentando
Ser feliz (Ser Feliz!)
Eu tô tentando
Te fazer feliz...

Eu tô tentando entrar em forma
Eu tô tentando enganar a morte
Eu tô tentando ser atuante
Eu tô tentando ser bom amante...

Eu tô tentando criar meu filho
Eu tô tentando fazer meu filme
Eu tô chutando prá marcar um gol
Eu tô vivendo de Rock'n Roll...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Já É

Sei lá...
Tem dias que a gente olha pra si
E se pergunta se é mesmo isso aí
Que a gente achou que ia ser
Quando a gente crescer
E nossa história de repente ficou
Alguma coisa que alguém inventou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um déjà vu

Sei lá...
Tem tanta coisa que a gente não diz
E se pergunta se anda feliz
Com o rumo que a vida tomou
No trabalho e no amor
Se a gente é dono do próprio nariz
Ou o espelho é que se transformou
A gente não se reconhece ali
No oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
Não dá pra ser depois
Do que ficou pra trás
Na hora que já é!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Caiu como uma luva...

"A vida insiste em ensinar e eu insisto em não aprender. Até quando vai essa queda de braço? Um dia ela desiste, e eu? como fico nisso tudo?"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Poema Vicioso

Por Eduardo Humbertto
[Trecho do poema...]

Tenho medo do que escrevo,
orgulho talvez,
mas um anseio se mostra,
apenas meu ser o enxerga.

domingo, 24 de janeiro de 2010

VIDA SIMPLES

Por Eduardo Humbertto - 24/01/2010


[Trecho do poema...]

A VIDA É UMA PAISAGEM QUE PRECISA SER OBSERVADA,
SENTIDA,
OUVIDA,
ACARINHADA,
VALORIZADA,
CADA UM À SUA PRÓPRIA PAISAGEM...
MAS NADA IMPEDE QUE O VERDE, O VERMELHO,
O AMARELO DO OUTRO ME ENCANTE,
E ME INSPIRE A COLOCAR MAIS VIDA NO QUE ESTÁ DESBOTADO
NA TELA DA MINHA EXISTÊNCIA.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

VERBO LOUCURAR

Por Eduardo Humbertto – 21/01/2010


[Trecho do poema...]

TUDO RODA,
RODA NUM RITMO LOUQUÍSSIMO.
MINHA CABEÇA TEIMOSA,
BRIGA CONTRA TUDO...
O QUE ESTÁ POR VIR?
O ENTENDIMENTO ME FOGE.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Frase interessante.

"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo." - Clarice Lispector.

OBS: Talvez seja o que eu quero dizer para o mundo hoje.

2010 não é apenas mais um.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ode a Ela!

Por Eduardo Humbertto

Olhar,
Ver e sentir algo bom...
É tão profundo,
minh´alma mergulha
viaja nas projeções
e em todas elas
você está esplêndida
traz luz com seu sorriso,
vida com sua presença,
intencidade com o olhar vivo,
conforto em te sentir do meu lado
inteira,
entregue,
divina,
voluntariamente aqui,
mesmo que utopicamente.
Confio no tempo,
ele me trará a resposta
clara, simples e objetiva:
"Você aqui do meu lado
para sempre."

17/12/2009
1:38h.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Cadê as minhas férias?

Espero que essas férias que estão chegando sejam bastante generosas no quesito produção bibliográfica... tenho muita coisa pra escrever, falar, trocar, enfim.

Até daqui uns dias.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Viva... Viva!


Eduardo Humbertto, Inês Peixoto e Leka Massensini

"VIVA O TEATRO E OS SEUS ENCONTROS..."

Mais um belo encontro que o teatro me proporciona... ontem tive a felicidade de mais uma vez de encontrar com uma das maiores atrizes deste país, a mineira Inês Peixoto e todo o Grupo Galpão.

VERDADEIRO ARTISTA = É um ser que tem na sua essência a generosidade, pois as suas atitudes são carregadas dela, sabe partilhar momentos inesquecíveis junto aos demais que o admira e não se endeusa criando distância entre a sua arte e o outro, alías, faz o contrário, cria pontes bem sustentadas entre ele e o público que o prestigia, caminhando lado a lado, fazendo do teatro uma forma de união e concretiza os encontros que tanto desejamos, trazendo memórias indestrutíveis.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Reflita...

"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos."

sábado, 31 de outubro de 2009

Sábio Sartre.

Você acredita que existe inferno? Onde conseqüentemente você encontraria o Diabo, os Diabinhos, grandes labaredas, espetos, brasas, foles de couro, correntes, muito calor, e etc...

Ah... só te falo uma coisa, não alimente essa imagem, porque o verdadeiro inferno é aqui, são as relações, é o OUTRO que sempre faz questão de estragar tudo que de bom construímos...! Elevo Sartre de um filósofo importante para um sábio a quem devemos muito.

Sarte embuído pela maior verdade que a humanidade já viu, disse:
"O Inferno São Os Outros!", sendo assim vivo o inferno diariamente. E vc?

Indicação de leitura: "Entre Quatro Paredes" - de Jean-Paul Sartre.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Fundinho de Hoje e Sempre!


Por Eduardo Humbertto
Foto: Jorge H. Paul


O bairro que é objeto de nossa atenção a tantas edições deste jornal, nos é proporcionado redescobrir a sua memória nos detalhes mais saudosos, permeando docemente as nossas lembranças de um tempo que não volta mais, das pessoas, fatos, e causos que perduram através dos tempos. É com respeito e admiração que mais uma vez lançamos nosso olhar para este lugar que faz parte não somente da grande metrópole, mas acima de tudo da nossa história, temos em comum o bairro Fundinho como cenário dessa história que em partes pode ser contada em poucos minutos de passeio pelo lugar.
Hoje vejo o Fundinho como um quadro vivo que vai se modificando, gentilmente se adequando ao progresso, trazendo novas cores, rostos, histórias, idéias, construções, planos, e o entusiasmo que faz pulsar o coração da cidade, atraindo gente de muitas partes a fim de conhecer o aconchego que lhe é característico.
Tenho pouca idade, talvez por isso, busco muitas referências no passado para projetar o Fundinho no futuro, como será? Já parou para pensar? Quais os bens históricos que ainda estarão de pé daqui 50 anos? E as pessoas de agora serão lembradas? O carinho e atenção com o bairro serão os mesmo de hoje? Sou bastante otimista nestas questões, vislumbro um futuro com a total conservação do que temos hoje no que diz respeito à arquitetura e bens públicos, as pessoas que vivem aqui com certeza serão lembradas por terem cooperado na construção do bem estar comum. O carinho poderá ser até maior, devido ao referencial afetivo que o Fundinho se tornará também para as gerações vindouras. O bairro guarda muito mais do que a história da cidade, é guardião da alma de um povo, seu legado, seus costumes e suas conquistas.

FONTE: Jornal Fundinho Cultural, edição 13. Outubro 2009 - Ano VI. Uberlândia-MG

domingo, 4 de outubro de 2009

FALTA! Um breve desabafo.


Minhas últimas tentativas em escrever algo que não seja tão óbvio simplesmente fracassaram, por outro lado me satisfaço lendo textos de outras pessoas que escrevem coisas simples de uma forma poética e que realmente faz sentido para mim.
Ando pensando em muitas coisas, e nesse devaneio de memórias, lembrei de pessoas... Ah... aí a coisa apertou de um forma que eu não esperava, me bateu uma saudade muito grande de tantas pessoas que passaram pela minha vida. Tanto pessoas que já partiram para outra dimensão, quanto os que estão tão pertos fisicamente, porém longe, essa distância afetiva é o que mais me dói. Talvez desculpas como a correria do dia-a-dia e a falta de tempo sejam usadas para "explicar" este estado, que chamo de EXÍLIO DE NÓS MESMOS.
Este é a grande questão que o Teatro e a arte como um todo anda me trazendo nos últimos tempos como reflexão, o nosso EXÍLIO pessoal, as muralhas que construimos em torno de nós mesmos impossíveis de serem alcançadas por quem quer que seja, não nos preocupamos nem sequer em responder os gritos que ouvimos vindos do outro lado dessa muralha... É incrível como podemos fazer ligações com a nossa vida em todos os campos - sentimental, profissional, familiar, afetivo e etc... Onde está a sua muralha? Quem você faz questão de não responder quando ouve os gritos?
Sei também reconhecer quando utilizo esse 'exílio' propositalmente dando importância para uma melhor qualidade das minhas relações com outras pessoas, há casos em que as muralhas são as minhas armas, sei reconhecer isso... talvez seja algo que tenho que melhorar ainda... mas vou caminhando sempre.
A falta que sinto de algumas pessoas é muito grande, do convívio, de compartilhar alegrias, vivências, companheirismo... mas a vida é isso, as pessoas vem e vão, é assim não tem jeito... tenho que dosar meu sentimentalismo com mais otimismo, e agradecer pelo fato dessas pessoas terem passado pela minha vida e que estão aí seguindo o seu caminho... Ah não sei de mais nada... só queria mesmo desabafar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Aprendendo a jogar.

Elis Regina
Composição: G.Arantes

Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando
Nem sempre perdendo
mas, aprendendo a jogar
Água mole em pedra dura
Mas vale que dois voando
Se eu nascesse assim, ... pra lua
Não estaria trabalhando
Mas em casa de ferreiro
Quem com ferro se fere é bobo
Cria a fama, deita na cama
Quero ver o berreiro na hora do lobo
Quem tem amigo cachorro
Quer sarna para se coçar
Boca fechada não entra besouro
Macaco que muito pular quer dançar

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Eu estou literalmente 'vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar.. hehe.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Dos Amores e suas Desconstruções


Parei para pensar em como sua presença se tornou algo importante para mim. Me acostumei com as conversas nos banquinhos, regadas a risadas e comentários soltos. Nos falamos poucas vezes só nós dois, é verdade, mas talvez seja por falta de oportunidade, ou assim quer crer meu ego. Talvez tenha te idealizado um pouco, talvez tenha te dado muita importância, mas isso já perdeu qualquer relevância que porventura tivesse.

Embora tenha já passado pela turbulência dos primeiros passos, voltei forçadamente a engatinhar, me apoiando sobre frágeis joelhos, tremendo para não cair. Mas te digo, me chame pra jantar na sua casa, nem que seja miojo e goiabada. Me chame pra te ajudar no trabalho da faculdade, nem que seja pra fazer ditado. Me abrace, pra eu me sentir protetor e me dê uma risada pra eu me sentir completo. Deixa eu sentir sua respiração de perto e sua voz falando baixo, quase sussurrando. Ainda que discuta política monetária e teoria do valor com meus companheiros de bar, perto de você viro uma criança, pronta pra sorrir diante de uma careta ou pra se acabar em piadas prontas.

Me encante com seu jeito divertido, seu sorriso verdadeiro e seu olhar profundo e penetrante. Sua beleza é para mim um refúgio e sua voz é um calmante. Seu cheiro desconheço, nunca consegui roubar por alguns instantes alguma peça de roupa tua. Sua pele, um vago ideal no meu imaginário, nem sequer uma lembrança.
Diga o que quer, que te darei tudo que tenho. Diga que me quer, que te direi que te quero. Diga que me ama, que não direi mais uma palavra. E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais.
E se nada disso fizer, me deixe ao menos pensar em você e lembrar do dia em que, talvez, as coisas pudessem ter sido diferentes.

Autor: Gabriel.

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Este texto não é meu, mas traduz muito do momento que estou passando, aliás, às vezes já nem sei mais... mas gostei bastante da escrita, de como foi desenvolvida e do significado a que me trouxe.
Agradeço ao Gabriel, por me ceder este texto para ser publicado aqui.

É isso aí!... agora é comentar, galera.
=D

Bom fim de semana pra todos.

domingo, 21 de junho de 2009

Bolero de Ravel > Trilha de uma vida.


Sabe quando a sua vida desde muito cedo já tem uma trilha sonora? Mas não é uma trilha qualquer, é algo que transcende qualquer explicação, emoção, te coloca em um patamar inatingível e te mostra a real grandeza de existir. Assim, é o Bolero de Ravel na minha vida. Quando ouço automaticamente me desconecto do que é real e me permito transportar para um um lugar fantástico, onde tudo que é belo tem vez.

Bolero (Boléro, no título original francês) é uma obra musical de um único movimento escrita para orquestra por Maurice Ravel (foto). Originalmente composta para um Ballet, a obra, que teve sua première em 1928, é considerada a obra mais famosa de Ravel.

Quero compartilhar com vocês a cena do filme "Retratos da vida" do diretor Claude Lelouch, de 1981. Foi a cena mais emocionante que o cinema mundial já me mostrou. Só assistindo mesmo para entender a beleza dessa obra prima máxima da humanidade que é o Bolero de Ravel. Assistam esse filme, vale muito a pena.

http://www.youtube.com/watch?v=Tzzug1HLYQg&feature=related